Sexualidades&Afetos

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updated 10:27 PM WET, Mar 21, 2019
Informação:
EM BREVE: informações sobre concurso internacional de fotografia "A inclusão na diversidade" promovido pela Plural&Singular em parceria com o Centro Português de Fotografia entre outros projetos do Núcleo de Inclusão Comunicação e Media

3.4.5. Contracetivos – diferentes métodos

.Planeamento Familiar (PF)

O Planeamento Familiar (PF) representa uma componente fundamental na prestação de cuidados em Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) e refere-se a um conjunto variado de serviços, medicamentos e produtos essenciais que possibilitam às pessoas, individuais e em casal, alcançar e planear o número de filhos desejados e o espaçamento dos nascimentos. A decisão de ter ou não filhos, assim como a escolha do momento para ter filhos, é um direito que assiste a todos os indivíduos e famílias.

Os serviços de PF incluem a prestação de cuidados de saúde, aconselhamento, informação e educação relacionados com a SSR. 

Numa perspetiva mais abrangente, o PF deve:

• Promover uma vivência sexual gratificante e segura;

• Preparar uma maternidade e paternidade saudáveis; 

• Prevenir a gravidez indesejada;

• Reduzir os índices de mortalidade e morbilidade materna, perinatal e infantil;

• Reduzir o número de Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

 

.Quadro legal

O Direito ao PF está baseado internacionalmente nos Direitos Humanos, enquadrando-se no:

• Direito à vida;

• Direito ao padrão mais elevado de saúde;

• Direito de decidir o número e espaçamento de filhos que se deseja ter;

• Direito à privacidade;

• Direito à informação;

• Direito à igualdade e não discriminação.

Estes direitos humanos têm estatuto de lei internacional e encontram expressão nas declarações políticas e planos de ação internacionais, tais como a Declaração de Viena sobre os Direitos Humanos (1993), a Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial Sobre a Mulher (1995) e a Declaração do Milénio, com os denominados Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (2000).

De acordo com o preceituado na Lei nº 3/84 de 24 de Março, compete ao Estado, para proteção da família, promover, pelos meios necessários, a divulgação dos métodos de PF e assegurar e organizar as estruturas jurídicas e técnicas que permitam o exercício de uma maternidade e paternidade conscientes. Ademais, o Estado garante a Educação Sexual, como componente fundamental do Direito à Educação.

Quanto aos serviços, é assegurado a todos, sem excepção, o livre acesso às consultas e outros meios de PF. Através das consultas, todos os indivíduos têm o direito à informação, a conhecimentos e a meios que lhes permitam tomar decisões livres e responsáveis.

Os Centros de Saúde devem garantir consultas de PF e dispor de equipas multiprofissionais para o esclarecimento de dúvidas e questões no domínio da SSR. Neste contexto, devem existir serviços com pessoal técnico devidamente habilitado para o aconselhamento, bem como os recursos materiais necessários para o fazer com a qualidade devida. 

As consultas de PF e uma vasta panóplia de métodos contracetivos proporcionados por entidades públicas são gratuitos.

Nos termos da Lei nº 120/99, de 11 de Agosto, os jovens podem aceder a qualquer consulta de PF, ainda que o façam em Centro de Saúde ou Serviços Hospitalares que não sejam da área da sua residência.

 

.Consultas de Planeamento Familiar

Em todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde com serviço de ginecologia e/ou obstetrícia, devem funcionar consultas de PF, de forma a garantir a prestação de cuidados, nos seguintes casos:

• Mulheres em situação de risco (designadamente, diabetes, cardiopatias e doenças oncológicas);

• Homens e mulheres com indicação para contraceção cirúrgica (laqueação de trompas ou vasectomia);

• Mulheres com complicações resultantes de aborto;

• Puérperas de alto risco; 

• Adolescentes .

Em todos os Centros de Saúde devem existir equipas multidisciplinares que promovam e garantam:

• O atendimento imediato emsituações que o justifiquem;

• O encaminhamento adequado para consulta a realizar no prazo máximo de 15 dias, ponderado o grau de urgência;

• Consultas de PF para utentes que delas não disponham; e

• Métodos contracetivos para distribuição gratuita aos/às utentes.

 

.Como escolher o método adequado

O sucesso na escolha de um método contracetivo depende de decisão voluntária e esclarecida sobre a segurança, a eficácia, os custos, os efeitos secundários e reversibilidade dos métodos disponíveis.

Há um conjunto de questões que devem ser colocadas quando se pretende escolher um método contracetivo:

• É eficaz? 

• Está adequado ao meu estilo de vida?

• É reversível?

• É acessível?

• Existem riscos para a saúde? 

Apenas um Médico pode aconselhar o método mais adequado para cada mulher ou casal em particular. Assim, deve consultar o seu Clínico antes de iniciar a utilização de qualquer método contracetivo.

 

.Métodos disponíveis

• Pílula - Contraceção hormonal oral;

O que é?

A pílula é um método contracetivo muito eficaz. Se tomada corretamente, a pílula apresenta um elevado grau de eficácia (99%). Cada comprimido contém hormonas sintéticas semelhantes às que são produzidas pelos ovários das mulheres:

• O estrogénio; 

• A progesterona.

Como atua?

As hormonas libertadas fazem com que os ovários fiquem em repouso e, por isso, inibem as ovulações. Assim, a mulher que toma a pílula não tem período fértil, pelo que não engravida.

As pílulas diferenciam-se umas das outras pela dosagem e pelo tipo de hormonas que as constituem, com a finalidade de se adaptarem melhor a cada mulher, tendo em conta a sua idade e a sua história clínica.

Existem pílulas orais combinadas que são compostas por estrogénios e progestagénios, nas quais estão incluídas:

• A pílula monofásica (todos os comprimidos têm a mesma dosagem);

• A pílula bifásica (comprimidos com duas dosagens diferentes);

• A pílula trifásica (comprimidos com três dosagens que visam imitar o ciclo menstrual).

Existe ainda a pílula contracetiva composta apenas por progestagénios, indicada para mulheres que não podem ou não devem tomar estrogénios (nomeadamente, quando estão a amamentar).

Início da toma da pílula:

É importante, antes de mais, aconselhar-se com um profissional de saúde, para perceber se o método escolhido é adequado para si. Em caso afirmativo, deverá ser o profissional de saúde a recomendar o tipo de pílula que pode tomar.

A pílula deve ser tomada sempre à mesma hora, sem mastigar. 

Para criar uma rotina na sua toma, a mulher pode escolher associá-la a algo que faça diariamente mais ou menos à mesma hora.

No 1º mês de toma, a eficácia da pílula é garantida se for iniciada no primeiro ou segundo dia da menstruação.

Se, por alguma razão, decidir começar a tomar a pílula noutra altura do mês, pode fazê-lo, após excluir a hipótese de uma gravidez. Neste caso, a proteção contracetiva não é imediata, sendo necessários sete dias consecutivos de toma para que a pílula atue com eficácia. Se tiver relações sexuais nessa altura, deve utilizar um outro método contracetivo, como, por exemplo o preservativo.

Pílula e outros medicamentos:

É importante comunicar ao profissional de saúde que está a tomar a pílula, a fim de verificar a interação medicamentosa. Também pode ligar para a Sexualidade em Linha (808 222 003) ou perguntar numa farmácia se existe ou não interação e quais as precauções/cuidados adicionais que deve ter.

Pílula e esquecimentos:

Se existe o esquecimento de um único comprimido e se o atraso for inferior a 24 horas, deve tomar o comprimido assim que der conta do esquecimento e continuar a tomar a pílula normalmente, tomando o comprimido seguinte à hora habitual. O esquecimento ou falha de um comprimido não compromete a eficácia da pílula, independentemente da semana em que ocorre.

Se existe o esquecimento ou falha de dois ou mais comprimidos, estes podem diminuir a eficácia da pílula, dependendo da semana em que ocorram.

Se os esquecimentos ocorrem na primeira semana (do 1º ao 7º comprimido), a eficácia da pílula fica comprometida. Deve tomar os comprimidos esquecidos e ter em atenção se existiram relações sexuais nos 3 dias anteriores pois, se foi o caso, deve ponderar recorrer à contraceção de emergência e continuar a tomar a pílula normalmente. Para além disso, deve utilizar proteção adicional (preservativo) nos sete dias seguintes.

Se os esquecimentos foram na segunda semana (do 8º ao 14º comprimido), prosseguir a toma da embalagem e usar proteção adicional (preservativo) nos sete dias seguintes.

Se os esquecimentos acontecerem na 3ª semana (do 15º ao 21º comprimido) deve terminar a embalagem e iniciar outra sem fazer pausa, assim como usar contraceção adicional (preservativo) nos sete dias seguintes.

Neste âmbito, se houver dúvidas, deverá contactar um/a profissional de saúde ou ligar para a Sexualidade em Linha (808 222 003).

Pílula e vómitos/diarreia:

Se passaram menos de quatro horas relativamente à hora da toma:

• Tomar outro comprimido e continuar a toma da embalagem da mesma forma e à hora habitual. Assim, manter-se-á a proteção contracetiva. Caso não tome outro comprimido devido a mal-estar intenso, esta situação é semelhante a um comprimido esquecido. 

Se passaram mais de quatro horas relativamente à hora da toma:

• A eficácia contracetiva está assegurada e continua protegida relativamente a uma gravidez. Deve continuar a tomar a pílula como habitualmente.

Quais as vantagens?

Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:

• Não interfere na relação sexual;

• Pode regularizar os ciclos menstruais;

• Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia;

• Não afeta a fertilidade;

• Diminui o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP);

• Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio; e

• Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística.

E as desvantagens?

• Algumas mulheres têm dificuldade em fazer a toma diária e regular da pílula; e

• Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

 

A pílula está contraindicada em situações de:

• Gravidez;

• Neoplasia hormono dependente;

• Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo;

• Tumor hepático ou doença hepática crónica;

• Icterícia colestática na gravidez;

• Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária; e

• Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras.

São consideradas contraindicações relativas, se a mulher:

• Sofrer de diabetes mellitus;

• Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia;

• Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave; e

• Tiver varizes acentuadas.

Efeitos secundários (de ambos):

• Náuseas e vómitos;

• Alteração de peso;

• Mastodínia – alteração da tensão e sensibilidade mamária;

• Alteração do fluxo menstrual; e

• Spotting – perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula.

 

O que fazer no caso de aparecerem perdas de sangue, fora da semana de pausa?

Durante os três primeiros meses de utilização da pílula, é frequente aparecerem pequenas hemorragias, fora dos dias de pausa. Estas hemorragias, geralmente de pouca intensidade, são chamadas de “spotting” e, normalmente, desaparecem espontaneamente. Significa apenas que o organismo se está a adaptar. A eficácia da pílula é mantida. Se continuar com “spotting” para além dos 3 meses, é aconselhável recorrer a um profissional de saúde, pois pode ser necessário mudar a marca de pílula. No entanto, não pare a toma da pílula enquanto aguarda a consulta.

 

Quais são as contraindicações da toma da pílula e quem não a pode tomar?

A pílula pode ser tomada por qualquer mulher em idade fértil, mas existem algumas situações em que se aconselha o uso de outros métodos contracetivos. Por isso, antes de iniciar a toma deste contracetivo, é aconselhável consultar um médico.

 

A pílula previne alguma doença?

A utilização da pílula parece ter alguns benefícios para a saúde, nomeadamente, na diminuição da ocorrência de doença inflamatória pélvica, de doença mamária benigna, de anemia e de cancro do endométrio e do ovário.

 

• Preservativos - Feminino (interno) e Masculino (externo);

• Preservativo feminino (interno)

O que é?

O preservativo feminino tem a forma de um tubo, é feito à base de nitrilo (substância semelhante ao látex) e tem um anel em cada uma das extremidades. É colocado no interior da vagina, pode ser inserido até 8h antes da relação sexual e não deve ser utilizado em simultâneo com o preservativo masculino (externo), isto porque o atrito causado pelos dois preservativos poderá fazer com que estes se rompam mais facilmente. Depois da ejaculação, o preservativo retém o esperma, prevenindo o contacto com colo do útero, evitando a gravidez. O preservativo feminino protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

Como se utiliza?

• Segurar o preservativo com a extremidade aberta voltada para baixo;

• Usar o polegar e o dedo médio para comprimir o anel flexível do lado fechado de forma a torná-lo um oval estreito;

• Com a outra mão, afaste os lábios da vulva;

• Inserir o anel e o preservativo na vagina;

• Usar o dedo indicador para empurrar o anel o mais profundamente possível na vagina;

• Inserir um dedo por dentro do preservativo até tocar a parte de baixo do anel, 

• Empurrar o anel para trás do púbis;

• Assegurar de que o anel externo e parte do preservativo estão fora da vagina e sobre a vulva; e

• Verificar se o pénis penetra no interior do preservativo.

No final da relação sexual, torcer o anel externo e puxar delicadamente o preservativo para fora. Retirar logo após a ejaculação, para que não escorra o líquido seminal para dentro da vagina.

Qual o nível de eficácia?

Se usado corretamente, é um método seguro. Estima-se que possam ocorrer 10 gravidezes por cada ano em 100 mulheres (Fonte: DGS)

Quais as vantagens?

• Previne contra as IST;

• Ausência de efeitos secundários ou contraindicações graves;

• Não necessita a supervisão médica; e

• É um método cuja utilização depende da mulher .

Acesso

Sendo ainda de difícil aquisição em Portugal, o preservativo feminino está disponível em delegações da APF, através do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e em organismos do sistema Nacional de Saúde (ver circular DGS).

 

• Preservativo masculino (externo)

O que é?

Também conhecido por “camisa de Vénus” ou “camisinha”, é um método contracetivo utilizado pelo homem.

É fabricado em látex ou em poliuretano ultrafino, pré-lubrificado, vem enrolado numa embalagem e deve ser colocado no pénis ereto antes de qualquer contacto genital.

Como atua?

O preservativo atua como barreira, impedindo que os espermatozoides (células reprodutoras masculinas) entrem na vagina e atinjam o óvulo (célula reprodutora feminina), fecundando-o e dando origem a uma gravidez.

Para além dessa função, o preservativo é fundamental na prevenção das Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) como a infeção VIH, Hepatite B, Clamídia e a Gonorreia ou Blenorragia.

Previne também as Infeções por HPV (Papiloma Vírus Humano), Sífilis e Herpes Genital, embora nestas doenças o contágio possa ocorrer também através do contacto direto com a pele infetada (virilhas, genitais externos).

Como se utiliza?

Para que o preservativo atue de uma forma eficaz, deverá ser colocado corretamente (ver figuras) desde o início da relação sexual, com o pénis em ereção e antes de qualquer contacto genital. Deverá ser retirado logo após a ejaculação, ainda com o pénis em ereção, para evitar que fique retido na vagina ou que derrame esperma e haja risco de gravidez e transmissão de agentes infeciosos.

Após a utilização do preservativo, deverá dar-se um nó na sua abertura, impedindo que o esperma saia. Em seguida, deve ser colocado no lixo.

Podemos utilizar o preservativo juntamente com outro método contracetivo?

O preservativo pode e deve ser utilizado em simultâneo com outro método contracetivo (pílula, DIU, implante, adesivo contracetivo, etc.), designando-se este método de Dupla Proteção.

Apesar de não ser uma situação comum, existem pessoas que fazem alergia ao látex e/ou ao lubrificante dos preservativos e, neste caso, o melhor será adquirir preservativos de poliuretano.    

Importante:

• Cada preservativo só pode ser usado uma vez; e

• Não devem ser usados lubrificantes não aquosos, pois alteram o material do preservativo, diminuindo a sua eficácia na proteção da gravidez e das IST.

Nível de eficácia

A eficácia deste método depende da sua utilização correta e sistemática. Estima-se que possam ocorrer 5 a 10 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.

Quais as vantagens?

• Não necessita de acompanhamento médico;

• Previne as IST;

• Pode contribuir para minorar situações de ejaculação precoce; e

• Ausência de efeitos secundários graves ou contraindicações.

E as desvantagens?

• Podem surgir reações alérgicas ao látex natural (mas existem preservativos de látex sintético e de poliuretano).

 

• Dispositivo Intrauterino e Sistema Intrauterino (DIU e SIU);

O que é?

É um pequeno dispositivo, normalmente em forma de “T”, que é introduzido na cavidade uterina, por um profissional de saúde.

Pode ser hormonal e é conhecido por Sistema Intrauterino (SIU). A hormona que contém é um progestativo semelhante à progesterona produzida pelo ovário.

Pode ser não hormonal e é conhecido por Dispositivo Intrauterino (DIU), contendo cobre em quantidade muito reduzida.

É muito eficaz e reversível. 

É uma forma de contraceção de longa duração.

Como atua?

O SIU contém um progestativo (Levonorgestrel) que se liberta diariamente no útero. Esta hormona provoca o espessamento do muco cervical, impedindo a passagem dos espermatozoides, e altera o endométrio (parede do útero), impedindo a fixação do ovo.

A quantidade de hormona que entra em circulação é muito baixa mas, em alguns ciclos, pode também inibir a ovulação.

O DIU contém cobre, razão pela qual se desencadeia uma resposta inflamatória que impede a entrada dos espermatozoides no útero, e altera o endométrio (parede do útero), impedindo a fixação do ovo.

Como se aplica?

 A colocação (e remoção) é feita por um médico, durante um exame ginecológico. É um procedimento simples e indolor, pelo que não é necessário anestesia.

Qual o nível de eficácia?

O nível de eficácia do DIU/SIU é muito elevado (99%).

Informações que deve ter presente na escolha deste método

Sobre o DIU:

• Tem como vantagem não ser um método hormonal;

• Os ciclos menstruais mantêm-se com intervalos semelhantes aos que a mulher estava habituada, antes da sua colocação; e

• Pode existir um aumento das dores menstruais e do fluxo de sanguíneo durante a menstruação.

Sobre o SIU:

• A maioria das mulheres tem alteração da regularidade das menstruações, o que não traz complicações à saúde. Pode acontecer: não ter menstruações durante o uso do SIU; ter perdas de sangue escassas e esporádicas; ter menstruações mais ou menos regulares e escassas.

• As perdas de sangue persistentes mas escassas são mais frequentes nos primeiros meses após a colocação do SIU e tendem a desaparecer. 

• Pode ser usado como contracetivo e simultaneamente tratamento para as mulheres com menstruações muito abundantes e dolorosas.

Estas alterações são próprias do SIU/DIU, não são um problema e revertem quando ele é retirado.

O que é importante saber?

• Não interfere no relacionamento sexual;

• As alterações na menstruação são próprias do SIU/DIU, não são um problema e revertem quando ele é retirado;

• É um método muito seguro e reversível;

• Não diminui a fertilidade, ou seja, não faz com que seja mais difícil engravidar, quando é retirado;

• Pode ser retirado em qualquer altura, havendo risco imediato de gravidez;

• Tem uma longa duração de ação, pode variar entre 5 e 7 anos;

• Não precisa de pensar diariamente na sua contraceção;

• É um método que pode ser utilizado por mulheres em qualquer idade; e

• A eficácia não é alterada com o uso de outros medicamentos, exceto no caso do DIU de cobre, a toma prolongada de anti-inflamatórios interfere com o efeito contracetivo.

Quem não pode usar o DIU/SIU?

As mulheres com:

• Doença inflamatória pélvica ativa ou recorrente;

• Suspeita de cancro uterino;

• Alergia ao cobre;

• Doença de Wilson (doença do fígado relacionada com o cobre); e

• Anomalia da cavidade uterina.

Este método contracetivo não protege das Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

 

• Implante;

O que é?  

O Implante é um método contracetivo hormonal de longa duração (3 anos). Não contém estrogénios, sendo composto apenas por um progestativo (hormona semelhante à progesterona). 

É um pequeno bastonete flexível, com quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro, e a inserção é feita no antebraço por um profissional especializado. Trata-se de um procedimento simples em que apenas é necessário o uso de uma anestesia local. A sua remoção deve ser feita também por um médico. 

A inserção deve ser nos primeiros dias da menstruação, de modo a que a mulher fique desde logo protegida relativamente a uma gravidez.

Como atua?

O Implante vai libertando de forma gradual e continua, uma pequena quantidade de hormonas para a corrente sanguínea.

Atua de duas formas:

• Inibe a ovulação, isto é, impede que os óvulos se libertem dos ovários; e

• Torna mais espesso o muco cervical, dificultando a entrada dos espermatozoides no útero.

Qual é o nível de eficácia?

• Eficácia superior a 99%;

• É eficaz durante 3 anos, ao fim dos quais pode ser substituído por um novo, se a mulher assim o desejar.

Quais as vantagens?

• É um método adequado para quem pretende um efeito de longa duração e de elevada eficácia;

• Não interfere com a relação sexual e não requer a toma diária;

• Não requer precauções adicionais em caso de vómitos e diarreia; e

• Não interfere com a amamentação.

E as desvantagens?

• É um método dispendioso; e

• Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Quais são os efeitos secundários?

Os efeitos secundários que podem aparecer, normalmente, não são graves e são passageiros. Os mais frequentes são:

• Alteração do ciclo;

• Dores de cabeça;

• Tensão mamária;

• Sensação de aumento de peso;

• Agravamento ligeiro do acne; e

• Alterações do humor.

 

• Adesivo;

O que é?

O adesivo transdérmico é um método contracetivo hormonal de uso semanal. É constituído por hormonas (estrogénio e progestagénio) que são libertadas diariamente através da pele para a corrente sanguínea.

Como atua?

Trata-se de um adesivo fino de cor bege, quadrado, confortável e fácil de aplicar. O adesivo transfere uma dose diária de hormonas - estrogénio e progestagénio - através da pele para a corrente sanguínea.

Estas hormonas são similares às  produzidas pelos ovários e usadas também nas pílulas contracetivas.

O adesivo funciona de duas formas:

• Impede a ovulação (libertação do óvulo); e

• Torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero.

Onde se pode aplicar o adesivo contracetivo?

• Na parte de fora do braço;

• Nas costas;

• No abdómen; 

• Na nádega.

Convém sempre ser colocado num sítio em que não ocorra o contacto com roupas justas. Pode ser colocado em locais diferentes cada semana, para diminuir a possibilidade de irritação cutânea.

Onde NÃO se deve aplicar o adesivo contracetivo?

O adesivo não deve ser colocado:

• na zona do peito; ou

• a pele vermelha, irritada ou com cortes.

Deve verificar todos os dias se o adesivo está bem colocado.

Que cuidados se deve ter?

• A pele deverá estar limpa, seca e sem pelo;

• Aplique só um adesivo de cada vez (retirando o usado antes de aplicar o novo);

• Deve ser firmemente pressionado contra a pele até as extremidades aderirem bem; e

• Não utilize cremes, óleos, loções ou maquilhagem sobre o qual irá aplicar um adesivo ou próximo de um adesivo que já esteja a utilizar. Isto poderá fazer com que o adesivo se descole.

Qual o nível de eficácia?

Estima-se que a taxa de eficácia se aproxime dos 99%.    

Como se utiliza?

Cada adesivo é colocado uma vez por semana, durante três semanas consecutivas, seguidas de uma semana de descanso:

• Deixa-se o adesivo colado durante sete dias (uma semana). No 8.º dia, o primeiro adesivo é retirado e substituído imediatamente por outro - "dia de mudança". O adesivo pode ser mudado a qualquer hora do dia;

• Coloca-se o terceiro adesivo ao 15.º dia (semana três). Isto completa um total de três semanas de utilização de adesivos;

• Após três semanas, faz a sua "semana de descanso" (dia 22 ao dia 28), durante a qual surge uma hemorragia (hemorragia de privação); 

• Um novo ciclo recomeça após um período de sete dias sem o adesivo. O novo adesivo é aplicado no 8.º dia, independentemente de ainda se ter, ou não, a menstruação.

Se a mulher aplicar o adesivo num dia qualquer à sua escolha e não no 1.º dia da menstruação (1º dia do ciclo), é necessário que se proteja durante sete dias com um método contracetivo não hormonal, como por exemplo, o preservativo ou espermicidas.

E se o adesivo se deslocar?

Se o adesivo tiver deslocado parcial ou completamente há menos de 24 horas:

• Volte a tentar colocar o adesivo ou aplique imediatamente o adesivo seguinte; e

• Não é necessário utilizar um método contracetivo adicional (preservativo).

Se o adesivo tiver deslocado parcial ou completamente há mais de 24 horas:

• Volte a tentar colocar o adesivo ou aplique imediatamente o adesivo seguinte e deve utilizar um método contracetivo adicional (preservativo), durante uma semana; 

• Em caso de dúvida consulte um profissional de saúde.

E se me esquecer de mudar o adesivo?

Semana 1 (o adesivo não foi colocado no dia previsto):

• Aplicar novo adesivo de imediato, iniciando um novo ciclo;

• Usar contraceção suplementar durante sete dias; e

• Se o atraso no início foi maior ou igual a três dias e tiver havido relações sexuais vaginais não protegidas, deve contactar o médico imediatamente ou utilizar a contraceção de emergência.

Semana 2 ou 3 (o adesivo não foi substituído no dia correto):

• Menos de 48 horas: aplicar novo adesivo imediatamente, manter o dia previsto para a substituição seguinte; ou

• Mais de 48 horas: aplicar novo adesivo, iniciar um novo ciclo e durante sete dias utilizar contraceção suplementar.

O adesivo não foi retirado no fim do ciclo:

• Retirar o adesivo e colocar um novo, no dia previsto.

Quais as vantagens?

• É um método para mulheres que querem contraceção hormonal combinada e não toleram ou não querem os contracetivos orais;

• É de uso semanal, pelo que não tem que pensar todos os dias em contraceção, apenas tem que se lembrar de mudar uma vez por semana o adesivo;

• É fácil de usar;

• Ao contrário da pílula, as hormonas não necessitam de ser absorvidas pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em caso de vómitos ou diarreia;

• Normalmente torna as hemorragias regulares, mais curtas e menos dolorosas;

• É um método reversível; 

• O adesivo oferece uma excelente aderência. A mulher pode continuar a realizar as suas atividades diárias como o banho, duche, idas à piscina, exercício físico, sem nenhuma medida especial de precaução.

E as desvantagens?

• Não protege contras as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Quais são os efeitos secundários?

Existem situações nas quais é desaconselhada a utilização do adesivo contracetivo.

Os seus efeitos secundários são similares aos observados com a pílula combinada. Assim, mulheres que têm contraindicações para o uso da pílula, não podem utilizar este método contracetivo.

Os sintomas mais frequentes são:

• Dores de cabeça;

• Náuseas e vómitos;

• Tensão mamária;

• Perda de sangue escassa e irregular; e

• Reações alérgicas ou irritações no local de aplicação.

 

• Anel vaginal;

O que é?

Consiste num anel de textura suave, transparente e flexível com cerca de 5 cm de diâmetro, que se insere na vagina uma vez por mês.

É um contracetivo hormonal combinado (estrogénios e progestagénio) que vai libertando estas hormonas de forma regular, para a corrente sanguínea.

É um método para mulheres que desejam uma contraceção hormonal combinada e não toleram ou não querem os contracetivos orais.

Como atua?

As hormonas que se encontram no anel vaginal – o estrogénio e o progestagénio – são semelhantes às hormonas produzidas pelos ovários e utilizadas, também, nas pílulas contracetivas. Estas hormonas são libertadas diariamente do anel, através das paredes da vagina, para a corrente sanguínea.

Atua inibindo a ovulação, isto é, impede que os óvulos se libertem dos ovários.

Quem pode utilizar o anel?

• Em geral, todas as mulheres saudáveis que queiram este método, mas previamente devem consultar um profissional de saúde

• As mulheres que têm contraindicações para o uso de estrogénios, não podem utilizar este método contracetivo.

Qual o nível de eficácia?

Desde que esteja bem colocado na vagina é um método eficaz.

Como se utiliza?

O anel é colocado na vagina pela mulher uma vez por mês.

A eficácia só depende da presença do anel na vagina.

A maioria das mulheres afirma que tanto a sua colocação como a remoção são fáceis. Só precisa de colocar o anel na vagina como se fosse um tampão e não precisa de se preocupar com a posição. Se sentir algum incómodo deve empurrá-lo um pouco para dentro.

Pode ser colocado:

• No primeiro dia da menstruação – a eficácia contracetiva é imediata e não é necessário usar um método contracetivo adicional; ou

• No dia em que decidiu usar este método – a eficácia contracetiva não é imediata e deve usar um método contracetivo adicional (por exemplo preservativo);

• O anel deve permanecer na vagina durante três semanas consecutivas (21 dias). Neste dia deve ser retirado pela mulher; 

• Segue-se um intervalo de uma semana até ser colocado um novo anel. Durante este período de tempo surge uma hemorragia de privação (“menstruação”),

O que fazer se deixou passar o dia de colocação de um novo anel?

Se tiver tido relações sexuais no período em que se esqueceu do anel, existe o risco te ter engravidado, pelo que deve contactar imediatamente o médico. Se não, logo que possível coloque o novo anel mas use também medidas contracetivas adicionais durante sete dias.

E se esquecer de retirar o anel?

Até um máximo de quatro semanas, o método mantém a eficácia. Retire o anel e, como habitualmente, faça um intervalo de uma semana e depois volte a colocar um novo.

Se passar as quatro semanas, o método perde a eficácia, como tal, pode ter engravidado, sendo importante contactar o médico.

É incómodo no dia-a-dia?

Não, a maioria das mulheres não tem queixas em relação à utilização do anel no dia-a-dia.

Provoca incómodo durante as relações sexuais?

Não. São raras as queixas do casal. Por vezes há quem mencione que o "sente", mas não provoca dor nem incómodo.

O anel pode deslocar-se no organismo ou mesmo sair da vagina? 

Não necessita de se preocupar, pois o anel não pode perder-se no corpo. Eventualmente pode sair da vagina, mas basta lavá-lo com água fria ou morna, (nunca água quente) e voltar a colocá-lo, tendo em atenção que o anel não pode estar mais de três horas fora da vagina pois perde a eficácia contracetiva.

Quais as vantagens?

• É fácil de usar;

• É de uso mensal, pelo que não tem que pensar todos os dias em contraceção, apenas tem que se lembrar de mudar o anel uma vez por mês;

• Ao contrário da pílula, as hormonas não necessitam de ser absorvidas pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em caso de vómitos ou diarreia;

• Tem as mesmas vantagens não contracetivas da pílula oral: controle do ciclo, menstruações escassas e não dolorosas, entre outros;

• É um método reversível;

• Não interfere com as relações sexuais;

• Raramente a mulher ou o parceiro terão queixas relacionadas com o seu uso; e

• É possível fazer o exame ginecológico sem retirar o anel.

E as desvantagens?

Não protege contras as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Quais são os efeitos secundários?

Os efeitos secundários possíveis são semelhantes aos observados com a toma da pílula contracetiva. Normalmente não são graves e são passageiros. Os mais frequentes são:

• Náuseas;

• Tensão mamária;

• Perda de sangue escassa e irregular; 

• Em caso de dores de cabeça persistentes, dificuldade respiratória ou outro sintoma, deve consultar o seu médico.

 

• Diafragma;

O que é?

O diafragma é um dispositivo de borracha com um aro flexível que se introduz na vagina. Quando corretamente introduzido previne o contacto do esperma com o colo do útero, funcionando como meio eficaz de contraceção.

Quem não deve utilizar o diafragma?

O diafragma está contraindicado quando:

• Existam fístulas, lacerações ou anomalias vaginais;

• Se verifica a alergia à borracha e sensibilidade a espermicidas; e

• Existe elevado risco de infeção por VIH.

Qual o nível de eficácia?

O diafragma oferece um nível de eficácia relativamente alto: 15 gravidezes em cada 100 mulheres/ano.

Quais as vantagens?

• Não interfere com o ato sexual;

• Sem efeitos secundários significativos; 

• Diminui a ocorrência da Doença Inflamatória Pélvica.

E  desvantagens?

Dificuldade na utilização.

Quais são os efeitos secundários?

Os efeitos secundários do diafragma são muito pouco frequentes.

 

• Contraceção hormonal injetável;

O que é?

Trata-se de um método contracetivo que consiste numa injeção intramuscular profunda, de uma solução aquosa, constituída por um progestativo (acetato de medroxiprogesterona).

Como atua?

O progestativo é libertado lenta e progressiva no sangue, inibe a ovulação e altera o muco cervical.

É administrado de 12 em 12 semanas, pelo que cada injeção tem efeito contracetivo durante três meses.

Quem pode utilizar a contraceção hormonal injetável?

A utilização da contraceção hormonal injetável é indicada quando é necessário um método de elevada eficácia e, por razões médicas, não é recomendado o uso da contraceção oral (pílula) ou o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Está contraindicado em situações de:

• Gravidez;

• Neoplasias hormonodependentes;

• Hipertensão grave; 

• Diabetes mellitus com lesões vasculares.

Qual o nível de eficácia?

É um método eficaz e seguro. O nível de eficácia é de 0,0 a 1,3 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.

Quais as vantagens?

• Este método é bastante discreto e prático na sua utilização, uma vez que não interfere na relação sexual e não obriga à toma diária, como sucede com os métodos de contraceção orais;

• Pode melhorar a qualidade do aleitamento;

• Os riscos de desenvolver Doença Inflamatória Pélvica, gravidez ectópica ou carcinoma do endométrio, são menores; 

• Reduz as perdas de sangue.

E as desvantagens?

• Pode provocar irregularidades no ciclo menstrual;

• O retorno aos níveis de fertilidade é mais lento; 

• Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Efeitos secundários

• Irregularidade no ciclo menstrual. Em situações raras, pode conduzir a hemorragias contínuas; 

• Pode causar em certas mulheres: dores de cabeça, perda de cabelo, aumento de peso.

 

• Espermicidas;

O que é?

Os espermicidas são compostos por substâncias que diminuem a capacidade de fecundação dos espermatozoides. Podem apresentar-se sob a forma de creme, gel, espuma, comprimidos vaginais, esponja, cone ou membrana. Não tem efeitos sistémicos, é de fácil utilização e não necessita de acompanhamento médico. Pode aumentar a lubrificação vaginal.

Qual o nível de eficácia?

A eficácia depende da utilização correta e sistemática. A sua ação pode ser melhorada e potenciada, se conjugado com outro método contracetivo. Tem uma taxa previsível de 6% a 26% de falhas durante o 1.º ano de utilização.

Quais as desvantagens?

• Pode provocar reações alérgicas ou irritativas na mulher ou no homem;

• Pode interferir com o ato sexual;

• Alguns espermicidas devem ser colocados na vagina pelo menos 10 minutos antes da ejaculação; e

• Está associado a um maior risco de infeção urinária.

 

• Abstinência periódica/autocontrolo da fertilidade ("métodos naturais");

O que é?

A abstinência periódica resulta do autocontrolo dos níveis de fertilidade do ciclo menstrual da mulher. 

Existem 3 métodos de controlo da fertilidade:

• Método do calendário

Permite calcular o período fértil através da contagem dos dias de duração de um ciclo menstrual;

• Método da temperatura basal

Neste método, o período fértil é calculado pela medição da temperatura, tendo como fundamento o aumento da temperatura basal (pelo menos 0,5ºC) após a ovulação. A avaliação da temperatura poderá ser vaginal, oral ou retal (após 6 horas de sono), determinando o aumento de temperatura pós-ovulatório; e

• Método do muco cervical

O método do muco cervical consiste na observação das características do muco cervical, que mudam consoante o grau de fertilidade. O período fértil inicia-se no primeiro dia em que o muco se torna filante e transparente, prolongando-se pelo menos 3 dias após a filância máxima.

Qual o nível de eficácia?

O grau de eficácia deste método depende da consistência e continuidade da sua aplicação. Para além disso, é fundamental o envolvimento e disciplina do casal, bem como o conhecimento rigoroso do funcionamento do corpo da mulher e do seu período fértil.

Quais as vantagens?

• Não tem efeitos secundários;

• Proporciona uma partilha de responsabilidade na contraceção;

• Se corretamente utilizado, é um método que não necessita supervisão médica; e

• É imediatamente reversível.

Quais as desvantagens?

• Necessita de um compromisso mútuo;

• O seu grau de eficácia pode ser limitado;

• Implica um acompanhamento rigoroso dos ciclos menstruais da mulher;

• Pode requerer períodos de abstinência longos; e

• Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

 

• Métodos cirúrgicos definitivos; 

O que são?

• São métodos cirúrgicos; 

• São formas de contraceção permanentes e definitivas, pelo que devem ser escolhidas apenas quando se está seguro que não se quer ter mais filhos.

Quais as vantagens?

• Muito seguros, com uma taxa de falha muito baixa;

• Não interferem no desempenho sexual nem no normal funcionamento dos órgãos sexuais;

• Um procedimento único assegura a contraceção; 

• São métodos não hormonais.

E as desvantagens?

• Não protegem das IST, pelo que se torna importante a utilização de um método de barreira com esta finalidade (como o preservativo).

Laqueação de trompas (Laqueação tubária bilateral)

O que é?

Consiste na interrupção das trompas, impedindo, por isso, a fecundação do óvulo pelos espermatozoides e, portanto, a gravidez. Às vezes as trompas são cortadas, outras vezes é colocado um anel que bloqueia o seu trajeto.

O que é importante saber?

• A mulher continua a ter menstruação;

• Não interfere no relacionamento sexual; 

• Apesar de ser uma ideia (errada) frequente, não existem laqueações tubárias reversíveis.

Vasectomia

O que é?

Consiste na interrupção do canal deferente, que “leva” os espermatozoides dos testículos para o pénis.

O que é importante saber?

• Não provoca impotência;

• Continua a existir ejaculação, porque os espermatozoides são apenas uma pequena parte do esperma; 

• Não é um método de eficácia imediata. São normalmente necessárias 12-20 ejaculações até deixarem de existir espermatozóides no esperma.

 

• Contraceção de emergência.

O que é?

A contraceção de emergência (CE) é um método para prevenir a gravidez, que pode ser utilizado até 120 horas (cinco dias) após relações sexuais consideradas desprotegidas, ou seja: 

• Quando não foi utilizado qualquer método contracetivo;

• Quando ocorre falha do método utilizado ou uso incorreto do mesmo (ex: o preservativo rompeu, saiu ou ficou retido na vagina, houve falha na toma da pílula, o DIU deslocou-se, houve erro no cálculo do método do calendário...); 

• Em situações de violação. 

Como atua?

• Bloqueia ou atrasa a ovulação (a saída do óvulo do ovário);

• Impede a fertilização (o encontro do espermatozoide com o óvulo); 

• Impede a nidação (implantação do ovo na parede do útero).

Que tipos de contraceção de emergência existem?

Hormonal (também conhecida como “pílula do dia seguinte”).

A ser utilizada o mais cedo possível, até 120 horas (cinco dias) após a relação sexual de risco, pode ser:

• Pílula com Levonorgestrel, de venda livre e de toma única; 

• Pílula com Acetato de Ulipristal, de venda com receita médica, de toma única.

 

• DIU - Dispositivo Intrauterino com Cobre

A sua colocação tem de ser feita por um profissional de saúde com essas competências, o mais cedo possível e até 120 horas (5 dias) após a relação sexual de risco.

Quais os efeitos secundários?

Poderão não existir efeitos secundários, mas os mais comuns são:

• Náuseas;

• Vómitos;

• Hemorragias irregulares; 

• Tensão mamária, dores de cabeça, sensação de cansaço.

O que é importante saber:

• É menos eficaz que os métodos contracetivos, pelo que não deve ser um método de uso regular;

• Não é um método abortivo;

• Não afeta a fertilidade;

• A seguir à utilização da CE, deve procurar aconselhamento contracetivo e usar de imediato um método de contraceção seguro caso existam relações sexuais;

• É sempre importante fazer um teste de gravidez (à urina, 3 semanas depois da relação sexual desprotegida);

• A menstruação/hemorragia, após a toma da CE, pode antecipar-se ou atrasar-se;

• A pílula de Levonorgestrel pode ser obtida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais;

• A pílula de Levonorgestrel é de venda livre nas farmácias (não precisa de receita médica);

• A eficácia da pílula de Levonorgestrel depende da precocidade da toma, o que significa que é tanto mais eficaz, quanto mais rapidamente for tomada;

• A pílula de Levonorgestrel não tem contraindicações, pelo que todas as mulheres a podem utilizar em caso de necessidade;

• A pílula com acetato de Ulipristal é mais eficaz do que a pílula de Levonorgestrel;

• Pode ter efeitos secundários transitórios.

Uma mulher que não possa tomar a pílula contracetiva, pode utilizar a contraceção de emergência (CE)?

Sim, porque a contraceção de emergência feita com pílula de Levonorgestrel consiste numa única dose hormonal e não tem estrogénios. Em todo o caso, consulte um profissional de saúde.

Quando se deve iniciar um método de contraceção após a toma de CE?

• Caso pretenda começar um método hormonal (pílula, anel, adesivo), pode fazê-lo no dia a seguir à toma da CE, devendo recorrer simultaneamente um método adicional (abstinência jejum ou preservativo) durante sete dias;

• Se estiver a utilizar um método hormonal (pílula, anel, adesivo) e ocorrer uma falha no uso, pode retomar a sua utilização no dia seguinte à toma da CE, devendo utilizar um método adicional (abstinência sexual ou preservativo) durante sete dias; 

• Não é necessário esperar pela menstruação/hemorragia.

Como é possível saber se ocorreu gravidez?

É sempre importante fazer um teste de gravidez (à urina, três semanas depois da relação sexual desprotegida).

 

 

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