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updated 4:54 PM WET, Dec 6, 2019
Informação:
TODOS CONVIDADOS: aniversário da Plural&Singular que é já terça-feira, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência | Cerimónia no CPF, no Porto, a partir das 16:00 com entrega de prémios do concurso de fotografia "A Inclusão na Diversidade" e lançamento da 23.ª edição da revista digital Plural&Singular 

“A inclusão na diversidade”: Veja as fotografias vencedoras das cinco edições do concurso com descrição


Disponibilizámos “em modo teste” as descrições das 16 fotografias vencedoras das cinco edições do Concurso Internacional de Fotografia “A inclusão na diversidade”, um trabalho que só foi possível realizar graças à parceria que o Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito do mestrado em Comunicação Acessível estabeleceu com o Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media que gere a marca ‘Plural&Singular’.

Esta colaboração é um passo importante na acessibilidade ao concurso de fotografia ao permitir que pessoas cegas e com baixa visão tenham a oportunidade de conhecer as fotografias vencedoras das cinco edições desta iniciativa.


E, aproximar as pessoas com deficiência visual à fotografia só passou a ser possível graças à parceria que o Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito do mestrado em Comunicação Acessível, estabelece agora com o Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media que gere a marca ‘Plural&Singular’.


“Quer seja para a Plural&Singular na medida em que vai poder contar com algum trabalhado realizado pelos nossos estudantes no âmbito da descrição de fotografias, e, sobretudo para os nossos estudantes que, normalmente, têm que fazer trabalhos e neste caso são trabalhos que não vão ficar no armário. São trabalhos que vão ser mesmo publicitados, que vão ser mesmo utilizados e que vão mesmo para o contexto real. Como tal torna tudo mais significativo”, refere a coordenadora do mestrado em Comunicação Acessível da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, Carla Freire.


No âmbito desta iniciativa, foi criado um grupo de trabalho interessado em fazer a descrição escrita das fotografias vencedoras do concurso, que depois, eventualmente, poderá ser partilhada em Braille e em áudio. “Ou seja, fazemos mesmo a audiodescrição das fotografias para que depois através dos códigos QR qualquer pessoa consiga ouvir a descrição da própria fotografia”, explica Carla Freire.


O futuro desta parceria prende-se com a tentativa de tornar estas fotografias táteis. “Mas nós já verificámos que a questão dos contornos não chega”, sublinha a responsável. “Em testes com pessoas cegas e com baixa visão reparámos que só o contorno não chega, mesmo com uma boa audiodescrição é muito complicado. Porque quem tem cegueira adquirida tem uma memória visual, torna-se mais fácil. Quem tem cegueira congénita não tem qualquer representação visual. E o facto de sentir apenas contornos mesmo que estejam descritos dificilmente poderão compreendê-los”, acrescenta.


A longo prazo e com base na investigação, Carla Freire avança que se pretende testar “diferentes padrões e diferentes texturas para tentar dar relevo a áreas mais significativas da fotografia e depois com o apoio da descrição, da audiodescrição de facto torná-las acessíveis”.


À Plural&Singular e ao Instituto Politécnico de Leiria para validar o trabalho efetuado é essencial o apoio da ACAPO e que pessoas que estão cegas testem a aplicação das próprias normas universais. “Que nos tentassem representar com palavras delas o que é compreendido ou não daquela fotografia. Existem normas universais, vamos aplicá-las mas depois vamos testar se, efetivamente, transmitem a informação”, frisa Carla Freire.


O resultado desta parceria pretende ser apresentado na exposição itinerante das fotografias que venceram as cinco edições do concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade” que a Plural&Singular está a preparar para inaugurar em 2019. “Temos que tornar esta iniciativa o mais inclusiva possível para respeitar o mote que a tem vindo a acompanhar: “A ‘inclusão na diversidade’ é um ‘mar de possibilidades’, e para esta exposição há tanto que deve e pode ser equacionado, em termos de aspetos concretos e simbólicos da inclusão de TODOS os que de alguma maneira são alvo de preconceitos e de discriminação. A Plural&Singular decidiu começar com a acessibilidade da fotografia a pessoas com deficiência visual, mas há muito mais a fazer para tornar esta exposição um exemplo de perfeita inclusão [risos]. Ou quase perfeita”, acrescentam os responsáveis da Plural&Singular.

 

.Edição de 2018


1.º Prémio
Yassmin do Rosário Santos Forte | Incluarte | 2018 | Moçambique
Num palco escuro, em que, na parte inferior esquerda, se encontra um carro colorido feito de cartão e, na parte superior, estão suspensos cubos de várias cores em diferentes alturas e posições, destacam-se uma mulher e um homem, de pele castanha, que ocupam, em primeiro plano, quase a totalidade da fotografia.
O homem está em prancha, virado para a direita, de pernas e braços esticados e abertos no chão, com a mulher em pino inclinado sobre os seus ombros, sem pernas. Os braços da mulher estão dobrados, a formar um ângulo de cerca de 45 graus. A mulher tem as mãos nos ombros do homem e o queixo sobre a sua cabeça. Ambos olham na mesma direção.
O homem, descalço, tem umas calças curtas, largas, de tecido bordeaux e uma túnica branca de mangas compridas. Tem o cabelo rapado. A mulher, de cabelo comprido, apanhado atrás, tem uma saia vermelha, um cinto roxo e uma camisa preta com estrelas brancas.


2.º Prémio
Magali Couffon de Trevros | Fire ceremony | 2018 | Idanha-a-Nova, Portugal
Um grupo de pessoas, ao ar livre, aplaude e vibra com algo que está à sua frente, preenchendo grande parte da imagem. Algumas estão sentadas, estando a maioria de pé. No meio do grupo, um jovem em cadeira de rodas, com o tronco nu, tem os seus braços dobrados e voltados para a frente, o punho direito cerrado e os pés fora do suporte da cadeira.Com a cabeça ligeiramente inclinada para trás, tem os olhos fechados e a boca aberta.
Ao fundo, céu com poucas nuvens e um pouco de vegetação.


3.º Prémio
Rui Farinha | A igualdade e a inclusão 001 | 2015 | Porto, Portugal
Sobre um fundo negro, duas mulheres e uma criança de pé exibem um leve sorriso. Uma mulher de pele clara, com algumas rugas, tem um lenço escuro com padrões claros que esconde o cabelo e desvenda uns brincos pequenos. Usa vestido negro, comprido, com mangas até os punhos, decorado com algumas aplicações brilhantes, na zona do peito.
À sua direita, uma segunda mulher mais jovem e mais baixa, de pele clara, cabelo escuro e liso, abaixo dos ombros, veste roupa escura, com botões claros e renda na zona do peito. O braço direito encontra-se estendido ao longo do corpo e a mão, onde se destacam dois anéis, toca levemente no ombro da criança que se encontra à sua frente. Esta, de altura da cintura das mulheres, tem pele clara, cabelo curto, escuro, ligeiramente ondulado e usa brincos. A criança veste um casaco grosso de lã branca, com losangos, e calças escuras.


.Edição de 2017

1.º Prémio
João Fábio Matheasi | Amarelinha | 2013 | Andradas, Brasil
Sobre um fundo de cor clara, um tecido verde na parte inferior, com forma irregular e várias pétalas amarelas. Acima do tecido verde, na parte direita, um jogo da macaca, com retângulos de cores vivas, numerados de um a dez. Após o décimo retângulo, um tecido azul em forma de círculo irregular. Sentada à esquerda do jogo, uma criança de pele clara e cabelo escuro, sorridente, de t’shirt branca e saia preta com flores brancas. Tem o braço esquerdo apoiado no chão e o direito apontando para o ar. As pernas, vestidas com meias vermelhas, encontram-se posicionadas nas casas dois e três da macaca.
Atrás da menina, uma árvore com tronco feito com pedaços de cartão e copa feita com tecido verde. Sobre o tronco e parte da copa, encontram-se espalhadas várias folhas verdes.

2.º Prémio
Isabella Freitas da Silveira | Por um mundo melhor | 2016 | Belo Horizonte, Brasil
Em frente a um conjunto de troncos dispostos na vertical, e sobre um solo com ervas, encontram-se duas crianças do sexo masculino, com camisas axadrezadas de mangas compridas e calças. Sentadas em cadeiras de rodas voltadas para a frente, têm as caras viradas de lado e olham-se. O menino da direita tem o seu braço esquerdo dobrado e voltado para a frente, agarrando algo com a mão, à altura do peito. O seu braço direito está voltado para o outro menino, dando-lhe algo, para comer, à boca.
O menino da esquerda tem os dois braços poisados nos braços da cadeira e abre a boca para ingerir o que o outro menino lhe está a dar.

3.º Prémio
Jéssica Dias Teixeira | A alegria que não depende das circunstâncias | 2016 | Itaguara, Brasil
No meio do arvoredo, sentada no chão por cima de ervas, folhas e ramos secos, uma jovem mulher de pele clara, cabelos ondulados e curtos. Os lábios, pintados de vermelho, revelam um sorriso largo. Veste um vestido sem alças azul vibrante. A mulher encontra-se descalça. Tem a perna direita ligeiramente fletida e segura a da esquerda, uma prótese biomecânica. No seu braço esquerdo, para além de uma pulseira dourada, uma cicatriz abaixo do cotovelo.


.Edição de 2016


1.º Prémio
Nuno Pereira| Amputação| 2016 | Porto
Ao centro, escadaria, de pedra, em caracol com dois corrimões de metal escuro, direcionada para o canto superior direito.
A meio da escada, na curva, uma mulher jovem de pele clara, com cabelos compridos e grinalda de flores, está sentada inclinada para a esquerda, apoiando as mãos no degrau e exibe os coutos amputados perto dos tornozelos. Veste uma camisola escura e saia clara pousada de forma alongada sobre o lado direito do degrau. Em frente à escada, encontra-se um par de próteses com meias e sapatos calçados.
Ao fundo, uma parede escura e uma fachada de vidro com caixilhos retangulares, também escuros. O teto branco é irregular e o chão de pedra tem um formato desigual.

2.º Prémio
Jorge Antunes | Vida num saco | 2016 | Lisboa
Na esquina calcetada de uma rua, um homem com cabelo e a barba grisalhos. Está sentado no passeio, com as pernas dobradas e os joelhos próximos do corpo. Tem a cabeça inclinada para a sua esquerda e o olhar direcionado para baixo. O braço esquerdo está dobrado junto ao corpo, com a mão encostada ao pescoço, enquanto a mão direita, rente ao joelho, segura um chapéu com a parte interna virada para cima. Veste-se de escuro e tem ao seu lado esquerdo um saco de plástico preto. Três pessoas desfocadas passam em diferentes direções.

3.º Prémio
Delfina Brochado| À força de braços| 2015 | Ponte de Lima
No centro de uma ponte com muros baixos de pedra, um homem de cabelo curto e t’shirt clara, numa cadeira de rodas, voltado para a esquerda. No seu colo, uma mulher de cabelo encaracolado pelos ombros. Abraçam-se e olham-se de frente.
Ao longo do muro do lado direito, candeeiros altos iluminam a ponte, criando uma sombra do casal no chão.
À direita da ponte, a torre de uma igreja. Céu de tons claros com algumas nuvens.


.Edição 2015


1.º Prémio
Leonardo Carrato| Menino Jesus | Rio de Janeiro, Brasil
Um menino de pele escura, cabelo curto e negro com uma t’shirt branca e calções escuros, está virado para a esquerda e tem os braços fletidos ao nível da cintura. Atrás do menino, uma pintura de grandes dimensões e de perfil de Jesus Cristo, com auréola, rosto comprido, alguma barba e vestes brancas, cujo braço direito se encontra estendido, com a mão aberta, em direção ao menino.
Em frente ao menino, por um corredor com grafiti nas paredes, caminha um menino descalço sobre o entulho no chão. No final do corredor, surgem mais duas crianças que interagem uma com a outra.

2.º Prémio
José Caldeira | Palco para todos | Guimarães, Portugal
No ambiente escuro, entra uma faixa de luz a partir do centro superior, iluminando, gradualmente, o chão em mosaicos que apresentam algumas marcas de uso.
Um pouco acima do centro da imagem, a silhueta de uma pessoa sentada numa cadeira de rodas, ligeiramente voltada para a sua direita. Ocupando o lado inferior da imagem, a sombra ampla e escura dessa mesma silhueta.

3.º Prémio
Centro de Vida Independente| Carmo Road | Lisboa, Portugal
Numa rua com diversos estabelecimentos comerciais e pessoas a circularem, destacam-se quatro pessoas de perfil dirigindo-se para a direita, numa passadeira.
À frente, uma mulher vestida de branco e com botas castanhas desloca-se em cadeira de rodas. Em seguida, uma mulher vestida de ganga e com óculos de sol, não tem dedos na mão direita e utiliza próteses em ambas as pernas. Segue-se um jovem com roupa em tons de azul e sapatilhas creme, em cadeira de rodas e, por último, uma mulher com roupa colorida.


.Edição 2014


1.º Prémio
José Pedro Martins | Alone&…| 2011 | Gondomar
Faixa de cimento horizontal divide centralmente uma parede de tijolos laranja e um chão alcatroado, no qual se encontra pintado em destaque e invertido, o símbolo da acessibilidade com traços grossos de amarelo, a representação estilizada de uma figura humana sentada sobre uma cadeira de rodas.
À esquerda da parede, uma porta dupla envidraçada, com aros brancos, reflete a paisagem envolvente. Partindo do lado da porta, numa zona central, um homem de cabelo grisalho com boné e fato negros caminha para a direita, refletindo, na parede, a sua sombra em menor escala.

1.º Prémio
Fotografia Solidária | Sê Feliz! | 2014 | Vizela
Três mulheres reunidas numa sala com roupas penduradas num varão, adereços sobre uma cadeira vermelha e uma janela que revela um jardim verde. Uma mulher de frente com um sorriso rasgado e olhos cerrados, tem a cara pintada de branco e os lábios de vermelho, peruca branca, vestes castanhas clássicas e um laço preto no pescoço. Voltada para a mulher de peruca branca, outra mulher vestida de preto, com cabelo curto e negro, olhos castanhos e rosto de perfil a sorrir para o lado direito. À sua esquerda, rosto de uma terceira mulher, com cabelo castanho apanhado, olhos castanhos e com um sorriso aberto.

2.º Prémio
Pedro Fontes| iLimitado 1 | 2013 | Vila do Conde
À esquerda, parte de uma máquina, de grandes dimensões, cuja porta redonda de vidro embaciado se encontra aberta, permitindo ver lá dentro roupa branca. Por trás da porta embaciada, e de forma esbatida, uma mulher de cabelo curto, evidenciando algum excesso de peso, veste uma bata azul-turquesa, com mangas arregaçadas, segura nas mãos uma peça de roupa preta. A mulher encontra-se de perfil com a cabeça voltada para a porta da máquina.
À esquerda da máquina de grandes dimensões, uma sequência de outras quatro máquinas, com menores dimensões, preenchem a parede da lavandaria. Sobre uma delas encontra-se um jarro azul-turquesa. No chão de mosaico creme, dois alguidares em frente às máquinas, um verde e outro azul, com roupa clara lá dentro.

3.º Prémio
Léo Sombra| Monocular 1 | 2009 | São Paulo, Brasil
Sobre um fundo desfocado, maioritariamente verde, em primeiro plano (do peito para cima), um menino de frente com t’shirt branca está encostado a uma barra vertical com ferrugem e apoia o seu braço esquerdo na cabeça. O cabelo é curto, escuro e encaracolado. A pele é escura e as sobrancelhas grossas e pretas. O olho esquerdo é preto e o direito apresenta tons de azul claro com uma mancha amarela e bege no centro. Em cima dos seus lábios carnudos e fechados, alguns pelos do buço.

 

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