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Porto: Congresso “Alimentação na(s) deficiência(s)” na Alfândega

Começou hoje e decorre até amanhã, no centro de congressos da Alfândega do Porto, o congresso internacional “Alimentação na(s) deficiência(s)”, uma iniciativa da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC).

Em declarações à Plural&Singular a responsável pelo gabinete de nutrição da APPC, Maria Antónia Campos, indicou que “este projeto tem como objetivo informar, educar e sensibilizar quer as instituições, quer os cuidadores formais ou informais”, envolvendo, além deste congresso, a realização de formações e ações de sensibilização, a composição de um ‘web site’ e o lançamento de um livro de receitas, entre outras iniciativas.

“Projeto muito amplo que pretendemos que sirva para refletir. Não se pensa muito na alimentação das pessoas com deficiência, pensa-se que é uma minoria e é preciso perceber que em Portugal são quase um milhão e 700 mil pessoas que têm algum tipo de deficiência. Claro que nem todo o tipo de deficiências tem reflexos na alimentação e nas necessidades alimentares, mas o congresso pretende fazer refletir sobre esta questão”, referiu a responsável.

Com este congresso, a APPC promete, durante dois dias, em distintas mesas de debate, apresentar projetos e propostas para um universo que em Portugal, e de acordo com os Censos de 2011, pode abranger mais de um milhão e 700 mil pessoas que apresentam, pelo menos, uma incapacidade física, intelectual, psiquiátrica, sensorial ou neurológica.

Já dados da Organização Mundial de Saúde indicam que cerca de 15% da população mundial possui algum tipo de deficiência ou incapacidade.

A iniciativa assume-se como de cariz multidiscilplinar e aponta como principal objetivo “melhorar o conhecimento e as capacidades técnicas de profissionais de saúde (nutricionistas, terapeutas, psicólogos, enfermeiros, médicos), ou de outros técnicos que contactem, direta ou indiretamente com a população com deficiência, de cuidadores formais e informais e mesmo as competências individuais e a independência da própria pessoa com deficiência”, conforme explicou Maria Antónia Campos.

A responsável pelo gabinete de nutrição da APPC acrescentou, sobre um projeto considerado “inovador”, sobre o qual “não é conhecido paralelo lá fora”, que o que se pretende é que “a alimentação seja inclusiva”: “Hoje falamos muito da sociedade inclusiva e estamos a esquecer-nos da alimentação inclusiva”, disse.

Em causa situações como dificuldades em mastigar, restrições alimentares por causa de determinada patologia, ou mesmo dedicado a pessoas que não conseguem comunicar e não conseguem dizer que têm fome ou sede, somando-se os próprios materiais (talheres por exemplo) que é necessário adaptar.

“A pessoa com deficiência acaba por não comer o mesmo que o resto da família e é marginalizada sem querer, mas acontece. As pessoas, os cuidadores, entram em velocidade de cruzeiro e têm muitos receios. O que pretendemos é explicar que todos, toda a família, pode partilhar a mesma refeição ainda que seja adaptada. Se um membro da família não consegue mastigar, pode-se adaptar o mesmo prato a todos”, apontou Maria Antónia Campos à P&S.

Eis um exemplo: uma jardineira é um prato húmido com carne e legumes. Há a tendência de fazer uma papa com tudo, mas aconselha-se a separar os componentes para que as pessoas percebam os sabores, as cores e texturas diferentes e não comam sempre o mesmo, uma papa a saber ao mesmo.

O congresso também conta com a presença de representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para permitir uma troca de experiências e das dificuldades sentidas pelas pessoas com deficiência e pelos cuidadores.

Neste âmbito, a APPC fez em dezembro uma ação relacionada com este projeto em Cabo Verde com instituições com pessoas com deficiência, paralisia cerebral e dedicadas a desporto adaptado.

A associação salienta, ainda, que este projeto é apoiado pela Direção-Geral de Saúde. E, no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, coube à APPC definir e implementar diretrizes no que concerne às estratégias alimentares para pessoas com deficiências que não exclusivamente casos de pessoas com paralisia cerebral.

Maria Antónia Campos explicou, por fim, à Plural&Singular, que “o projeto numa fase inicial abrange apenas o distrito do Porto e estão a ser trabalhadas várias instituições com ações de sensibilização para técnicos, pessoal de restauração coletiva, colaboradores”, mas o objetivo da Direção-Geral de Saúde é alargá-lo a nível nacional.
“Há sede de informação. Às vezes soluções muito simples, fazem muita diferença”, concluiu.

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