Sexualidades&Afetos

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updated 10:57 PM WEST, May 22, 2017
Informação:
PARTILHEM: A 17.ª edição da revista digital da Plural&Singular está online e disponível para download. Além dos resultados da 3.ª edição do concurso "A Inclusão na Diversidade", destacamos uma "Grande Entrevista" com Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência que faz um balanço de um ano de Governo

4. Informação académica

 

Nesta secção a Plural&Singular pretende disponibilizar estudos e trabalhos académicos desenvolvidos na área da sexualidade&afetos das pessoas com deficiência. Envie-nos a sua sugestão para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

4.1. Dissertações de mestrado e teses de doutoramento

Título: Atitudes e Crenças sobre a Sexualidade na Pessoa com Deficiência Mental - Um Estudo Comparativo de Familiares e Profissionais usando a Metodologia Q-Sorting          DESCARREGAR PDF

Autor: Gama, Ana Sofia Ribeiro Silva da 

Palavras-chave: Psicologia social, sexualidade, deficiência Mental, preconceito, discriminação, atitudes

Data: 2015

Editora: Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação

Resumo: Sobre a sexualidade das Pessoas com Deficiência Mental existem crenças partilhadas mais ou menos conscientes e explícitas relativas a questões tão diferentes como, a sua capacidade reprodutiva, a possibilidade de constituir família, ou o seu exacerbamento sexual versus assexualidade. Assim, apesar da atual atitude positiva face aos direitos mais gerais das Pessoas com Deficiência Mental, permanece uma certa ambiguidade no que diz respeito ao seu direito a viver uma sexualidade normal, e esta tem sido uma das áreas mais negligenciadas na intervenção junto das Pessoas com Deficiência Mental. O presente estudo, utilizando a Metodologia Q, junto de 12 familiares e 12 profissionais, tem como objetivo recolher as opiniões das pessoas que mais contactam e podem influenciar negativa ou positivamente o bem-estar das Pessoas com Deficiência Mental. Serão exploradas as diferenças de atitudes e crenças destes dois tipos de intervenientes e as suas expectativas relativamente aos homens e mulheres com Deficiência Mental em diferentes aspetos da sexualidade.

Os resultados obtidos confirmaram a hipótese geral de estudo de que existem diferenças estatisticamente significativas nas atitudes e crenças de profissionais por comparação aos familiares no que se refere à sexualidade da Pessoa com Deficiência Mental. Contudo, através dos estudos observados e da literatura vigente nem todas as hipóteses foram corroboradas, nomeadamente as que se prendem com os itens associados ao mito da assexualidade/hipersexualidade, do casamento e da reprodução, e das perceções dos inquiridos face às diferenças na sexualidade entre homens e mulheres com deficiência.

Por fim, atesta-se a necessidade de que todos os intervenientes sejam agentes participativos e educadores no processo de envolvimento da Pessoa com Deficiência em todas as dimensões da sua vida, mas só o poderemos fazer com êxito se acreditarmos que é possível progredir no processo global de reabilitação destas pessoas (Félix, 1995). 

 

4.3. Bibliografia

FÉLIX, I., Dinis, J. F., Sexualidade/Afectividade. Direitos das Pessoas com Deficiência, CERCIESTREMOZ/INR, 2009.

FÉLIX, I., MARQUES, A. M., E nós… somos diferentes?: sexualidade e educação sexual na deficiência mental, APF, Lisboa, 1995.

AMOR PAN, J. R. Afectividad y sexualidad en la persona con deficiencia mental, UPC, Madrid, 2000, 42-48.

LOUREIRO, M. A. S.  Agora já não sou criança… SNRIPD, Lisboa, 1997.

LANÇA, C. (coord.) O sexo dos anjos ou os anjos sem sexo, CERCIAG, Águeda, 2009.

MARQUES, A. M. (coord.) Ser mais. Programa de desenvolvimento pessoal e social para crianças, jovens e adultos portadores de deficiência mental, APF, Lisboa, 2009.

 

4.2. Artigos científicos e outros

Sexualidades

Ana da Gama

Professora, investigadora e formadora

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Podemos conceber a sexualidade como o amor aliado ao prazer sexual, sendo a realização prática de todos os desejos à elevação do amor ao máximo, ou seja, o clímax. A sexualidade é um fenómeno social, cultural e biológico que conjuga os mais diversos fatores, tendo em conta as necessidades primárias ou biológicas e as necessidades secundárias, culminando assim numa tríade entre paixão, amor e necessidade.

O instinto sexual é algo que, desde os insetos ao ser humano, aparece de uma forma impetuosa, levando a certos comportamentos e gastando energias que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental à vida: a propagação da espécie. Mas, se nas espécies inferiores como os insetos, répteis ou peixes, esse instinto se inicia e acaba com o ato sexual em si, à medida que se caminha para as espécies superiores, começa a verificar-se que muitas vezes o instinto também serve para criar laços ou relações mais ou menos fortes entre os parceiros sexuais. Normalmente, o objetivo é que ambos os progenitores ajudem na criação dos filhos, que é tanto mais complexa, demorada e exigente de cuidados quanto mais evoluída é a espécie. Frequentemente ela é apenas sentida como uma necessidade básica de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo. Este impulso pode ser satisfeito em diferentes dimensões, por exemplo, através da masturbação, de um(a) parceiro(a) casual ou pago(a) para o efeito ou no seguimento de uma relação amorosa. Contudo, na maioria das vezes o “sexo pelo sexo” não é de modo algum completamente satisfatório em termos psicológicos e afetivos mas cabe a cada um de nós a escolha dos moldes por onde circunscrever a sua vida sexual, sendo que o limite deverá ser o nosso pensamento, que não raras vezes é afetado por tabus e preconceitos próprios do ambiente sociocultural e religioso em que se insere.

 

Quando os jovens olham para a sexualidade…

No âmbito de um projeto de educação sexual (projeto presse) realizado no Colégio Novo da Maia, onde Ana Gama leciona os alunos na disciplina de psicologia traçaram as respetivas conceções de sexualidade…

 

"A sexualidade representa a necessidade de cada ser humano de realizar os seus prazeres sexuais. É, assim, a forma biológica do corpo de transmitir os nossos desejos e vontades. É dependente de fatores culturais e sociais". Mariana Azevedo

 

"A sexualidade é um fenómeno biológico motivado pela intimidade, pelo amor-próprio e pelo amor ao outro, contribuindo para a construção da identidade e para o equilíbrio físico e psicológico do ser humano. Tudo o que se pode sentir e expressar e que conjuga a sua necessidade biológica e social de ser aceite na sociedade". Ana Silva

 

"A sexualidade é um fenómeno social, cultural e biológico que influencia sentimentos, ações, interações e até a saúde física e mental. Apesar de ser várias vezes confundida com o sexo, a sexualidade alia o amor, a necessidade e o prazer sexual, englobando a dimensão sensual e sexual. Esta parte integrante da vida de cada ser contribui para a sua identidade, para a descoberta e exploração, para a satisfação dos desejos do corpo e da mente. Por fim, podemos entender este universo relativo, paradoxal e, por vezes, preconceituoso como uma energia que remete para o contacto, intimidade e aceitação de cada um de nós". Raquel Torres

 

"A sexualidade é uma importante componente para o desenvolvimento pessoal de um indivíduo que define a sua identidade sendo simultaneamente o traço mais íntimo do ser humano. Afeta a forma de como nos sentimos, o nosso comportamento e os nossos pensamentos. É a busca e a oferta de afeto, prazer, atenção, amor e bem-estar. A sexualidade influencia a autoestima, visto que implica sentirmo-nos desejados e apreciados física e/ou mentalmente por outra pessoa. É algo inato, que pode implicar sentimentos de diversas intensidades, ou que simplesmente serve para satisfazer uma necessidade". Sofia Barbeiro

 

"A sexualidade é a comunicação entre dois corpos, é o modo como estes se exprimem e comunicam entre si. É algo comum a todos os seres humanos, pois faz parte da sua natureza. Porém, é algo que se exprime de forma diferente em todos. A sexualidade pode ser considerada um meio de comunicação através do prazer e da expressão carnal, sendo o modo de comunicar mais sincero do ser humano". André Rodrigues

 

"A sexualidade é um conjunto de fatores físico biológicos, culturais e sociais que nos levam à procura do prazer, paixão, aceitação, entre outros. A sexualidade contribui para os nossos estados de espírito, para a descoberta de novas emoções e, consequentemente, sentimentos num processo contínuo que se prolonga ao longo de toda a vida". Pablo Silva

 

"A sexualidade advém de um conjunto de sentimentos, sensações, estados de espíritos e comportamentos do ser humano que determinam os seus desejos e vontades e a forma como se relacionam consigo e com o meio envolvente. Designa a necessidade biológica e social de o indivíduo expressar a sua intimidade e ser aceite, refletindo-se esta nas suas ações, pensamentos e sentimentos". João Pinto

 

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