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Sofia Pires

Sofia Pires

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Anne Caroline Soares (Tetraplegia)

Em pleno ano de 2015, estamos todos aqui a falar de sexualidade e afetos na deficiência. Para mim, isso já não seria necessário, porque deveria ser algo cotidiano, rotineiro. Mas ainda se faz necessário, infelizmente. E apesar de hoje em dia, o sexo entre os ditos normais, parecer eestar longe de preconceitos, não está. Em muitas famílias, este tema ainda é complicado abordar, o que torna-se urgente descomplicar. Afinal, a família só está ali, porque houve sexo. Na deficiência, isso agrava-se.

4.1. Dissertações de mestrado e teses de doutoramento

Título: Atitudes e Crenças sobre a Sexualidade na Pessoa com Deficiência Mental - Um Estudo Comparativo de Familiares e Profissionais usando a Metodologia Q-Sorting          DESCARREGAR PDF

Autor: Gama, Ana Sofia Ribeiro Silva da 

Palavras-chave: Psicologia social, sexualidade, deficiência Mental, preconceito, discriminação, atitudes

Data: 2015

Editora: Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação

Resumo: Sobre a sexualidade das Pessoas com Deficiência Mental existem crenças partilhadas mais ou menos conscientes e explícitas relativas a questões tão diferentes como, a sua capacidade reprodutiva, a possibilidade de constituir família, ou o seu exacerbamento sexual versus assexualidade. Assim, apesar da atual atitude positiva face aos direitos mais gerais das Pessoas com Deficiência Mental, permanece uma certa ambiguidade no que diz respeito ao seu direito a viver uma sexualidade normal, e esta tem sido uma das áreas mais negligenciadas na intervenção junto das Pessoas com Deficiência Mental. O presente estudo, utilizando a Metodologia Q, junto de 12 familiares e 12 profissionais, tem como objetivo recolher as opiniões das pessoas que mais contactam e podem influenciar negativa ou positivamente o bem-estar das Pessoas com Deficiência Mental. Serão exploradas as diferenças de atitudes e crenças destes dois tipos de intervenientes e as suas expectativas relativamente aos homens e mulheres com Deficiência Mental em diferentes aspetos da sexualidade.

Os resultados obtidos confirmaram a hipótese geral de estudo de que existem diferenças estatisticamente significativas nas atitudes e crenças de profissionais por comparação aos familiares no que se refere à sexualidade da Pessoa com Deficiência Mental. Contudo, através dos estudos observados e da literatura vigente nem todas as hipóteses foram corroboradas, nomeadamente as que se prendem com os itens associados ao mito da assexualidade/hipersexualidade, do casamento e da reprodução, e das perceções dos inquiridos face às diferenças na sexualidade entre homens e mulheres com deficiência.

Por fim, atesta-se a necessidade de que todos os intervenientes sejam agentes participativos e educadores no processo de envolvimento da Pessoa com Deficiência em todas as dimensões da sua vida, mas só o poderemos fazer com êxito se acreditarmos que é possível progredir no processo global de reabilitação destas pessoas (Félix, 1995). 

 

4.3. Bibliografia

FÉLIX, I., Dinis, J. F., Sexualidade/Afectividade. Direitos das Pessoas com Deficiência, CERCIESTREMOZ/INR, 2009.

FÉLIX, I., MARQUES, A. M., E nós… somos diferentes?: sexualidade e educação sexual na deficiência mental, APF, Lisboa, 1995.

AMOR PAN, J. R. Afectividad y sexualidad en la persona con deficiencia mental, UPC, Madrid, 2000, 42-48.

LOUREIRO, M. A. S.  Agora já não sou criança… SNRIPD, Lisboa, 1997.

LANÇA, C. (coord.) O sexo dos anjos ou os anjos sem sexo, CERCIAG, Águeda, 2009.

MARQUES, A. M. (coord.) Ser mais. Programa de desenvolvimento pessoal e social para crianças, jovens e adultos portadores de deficiência mental, APF, Lisboa, 2009.

 

Associação para o Planeamento da Família (APF)

A Associação para o Planeamento da Família (APF) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 1967, que tem como missão ajudar as pessoas a fazerem escolhas livres e conscientes na sua vida sexual e reprodutiva e promover a parentalidade positiva.

A APF desenvolve uma resposta integrada que abarca o trabalho de campo, a investigação e a formação técnica, bem como a reflexão e o diálogo, evoluindo num processo de procura de inovação contínua e adequação a novos contextos, realidades e distintos públicos-alvo.

O empenho desta entidade alarga-se ao estabelecimento de parcerias e protocolos de cooperação, de âmbito nacional e internacional, com foco na participação regular em projetos comunitários de investigação, educação e advocacy. 

A APF organiza a sua atividade em cinco grandes áreas de intervenção: educação para a saúde sexual e reprodutiva; advocacia e intervenção na cidadania; prestação de serviços nas áreas da Educação Sexual, Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR); formação e apoio a técnicos; produção e disseminação de conhecimento. 

A APF tem como principais objetivos: promover a educação e o aconselhamento sobre sexualidade, o acesso à contraceção e a orientação de problemas de infertilidade, sempre na base da aceitação voluntária e escolha informada e sem qualquer coerção; promover a formação e o treino de profissionais de saúde, educação e intervenção comunitária para a abordagem das questões ligadas ao Planeamento Familiar e à Educação Sexual; contribuir para a promoção de legislação e políticas que garantam o exercício dos direitos humanos nos campos da reprodução e sexualidade; cooperar com os organismos oficiais relacionados com os objetivos da Associação para o Planeamento da Família, e com organizações nacionais e internacionais e similares; contribuir para o avanço do conhecimento científico nas áreas acima referidas, através da promoção regular de atividades e projetos de investigação científica nomeadamente nos domínios das ciências da saúde, da reprodução e sociais.

A APF é uma associação de pessoas que acreditam que: ser desejada é o primeiro direito da criança; a sexualidade é importante ao longo de todo o ciclo de vida do ser humano, independentemente das suas condições físicas, mentais, económicas ou sociais; a maternidade e a paternidade devem ser livres, responsáveis e direitos inalienáveis; a gravidez não desejada pode ser prevenida e reduzida; o acesso a cuidados de saúde reprodutiva, nomeadamente à contraceção e à interrupção voluntária da gravidez, deve ser um direito universal; a educação sexual é estruturante ao desenvolvimento humano e à vivência plena da cidadania; todas as pessoas têm o direito de viver a sua sexualidade de uma forma responsável, saudável, livre de doenças, culpas, preconceitos e de todas as formas de violência; as questões da sexualidade devem ser debatidas de forma aberta e holística no respeito pelos valores humanistas, verdade científica, diferenças e opções de cada pessoa. 

O trabalho precursor da APF tem contribuído para a mudança social e para alcançar alterações legais e políticas nas áreas em que atua, assumindo-se um agente ativo e dinâmico na tomada de posições, no debate público e na apresentação de propostas ao Governo e à Assembleia da República.  

 

Para saber mais sobre a natureza e os objetivos da APF consulte os Estatutos da associação.

 

Contactos

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Rua Eça de Queiros, 13, 1º

1050-095 Lisboa 

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NOTA:

A Delegação dos Açores constituiu-se como organização autónoma com a designação Associação para o Planeamento da Família e Saúde Sexual e Reprodutiva (APFSSR). Continua como entidade parceira da APF e os contactos continuam a ser:

Rua d'Água, nºs 29 e 31 | 9500-299 Ponta Delgada | Tel. e Fax 296 62 84 83

 

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