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updated 9:38 AM UTC, Apr 20, 2025
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FENPROF acusa o Governo de atentado à educação inclusiva

 

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) avançou com um levantamento das dificuldades das escolas na abertura do ano letivo, nomeadamente, em relação à situação dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE)que envolveu mais de duzentas escolas/agrupamentos a nível nacional. 

Os resultados obtidos, que correspondem a cerca de 25% das escolas distribuídas pelas cinco regiões do continente, segundo a FENPROF, levam a que se retire a seguinte conclusão: “a escola portuguesa está a ficar perigosamente discriminatória para as crianças e os jovens que apresentam NEE – e não nos limitamos às que são portadoras de deficiência, sendo que essas estão aqui incluídas – e há já situações que são indiciadoras de segregação”.

Esta entidade afirma ainda que “o pior está por conhecer” porque o levantamento retrata apenas “o que não pode ser escondido”. “Mas o problema, infelizmente, é bem mais profundo e a confirmar o que se afirma estão testemunhos de professores, de pais, de associações mesmo de escolas que relatam o que o levantamento não consegue identificar”, pode ler-se na nota enviada à Plural&Singular.

A FENPROF de uma forma geral refere que o número de alunos aumentou, mas em contrapartida  não houve aumento dos docentes de educação especial, situação que vai afetar o tempo médio de apoio a cada aluno, com tendência a diminuir. 

“Há escolas ou agrupamentos em que o número de alunos aumenta e o de docentes se mantém ou reduz e outras em que, a uma ligeira redução no número de alunos corresponde um injustificado corte no de docentes”, lê-se no resultado do levantamento realizado.

A FENPROF sublinha ainda que o recurso à precariedade na colocação de docentes para responder a necessidades permanentes é um problema agravado na educação especial. 

A FENPROF pretende continuar o estudo que iniciou para aprofundar o conhecimento da situação.