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updated 2:50 PM UTC, Jul 16, 2021
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Bairros Saudáveis: Petição apela ao aumento da dotação financeira

Depois de se ter dado a conhecer na semana passada a lista dos projetos financiados pelo programa do governo português Bairros Saudáveis foi lançada uma petição pública no sentido de aumentar a dotação orçamental desta iniciativa e assim viabilizar mais projetos inovadores e de base local a serem implementados.

A petição em causa, dirigida ao primeiro-ministro, António Costa, e à coordenadora nacional do Bairros Saudáveis, Helena Roseta, destaca a inesperada adesão das organizações da sociedade civil e de grupos informais a esta iniciativa enquanto instrumento de mobilização e ativação das comunidades.

“O reforço da dotação orçamental irá permitir, não só, minimizar o impacto da Pandemia em Portugal, como estimular a participação das diferentes comunidades e, contribuir ligeiramente para o assustador volume de desemprego em Portugal”, lê-se no documento. “Consideramos que o volume financeiro de uma iniciativa desta natureza, seus impactos e "peso" nos apoios previstos é perfeitamente, mais que justificável, necessário”, conclui o autor da petição.

O projeto “Estórias da Madeira - banco solidário e oficina de restauro de mobiliário”, submetido em candidatura pelo Núcleo de Inclusão e a Plural&Singular ao Programa Bairros Saudáveis obteve 74,5 pontos mas a dotação financeira disponível deste programa vai financiar as candidaturas com pontuação total igual ou superior a 76,5 pontos.

O montante de 10 milhões de euros deste programa público para melhoria das condições de saúde, bem-estar e qualidade de vida em territórios vulneráveis prevê financiar 232 projetos do total de 774 candidaturas recebidas.

Dos critérios de avaliação o Núcleo de Inclusão destaca a pontuação atribuída ao Estórias da Madeira relativa à pertinência do projeto (21,5 em 25 pontos), à originalidade e potencial inovador (8,5 em 10 pontos) e ao potencial de continuidade e sustentabilidade (7,5 em 10 pontos).

A candidatura apresentada pela organização vimaranense pretende tirar partido da experiência e da rede de contactos estabelecida ao longo dos anos e aglutinar o melhor de cada projeto desenvolvido até ao momento.

“Esta oficina de transformação de mobiliário é a nossa proposta de ponto de encontro para a transformação pessoal e empoderamento individual dos participantes neste projeto”, começa por explicar a mentora desta iniciativa. “Entendemos que a nossa intervenção junto das pessoas com e sem deficiência, dos cuidadores informais, do público juvenil e os vários projetos contínuos e pontuais que desenvolvemos precisava de ‘cola’”, contextualiza.

E assim nasceu o Estórias da Madeira, um projeto que pretende evitar a privação de direitos de cidadania e a perda da auto-estima e identificação social de pessoas vulneráveis em risco de exclusão social.

“A nossa intervenção social e o entendimento que temos do conceito de inclusão impele-nos para um projeto dirigido aos grupos vulneráveis mas que, mais uma vez, considera a informação e a comunicação ferramentas essenciais para evitar a criação de contextos de discriminação. Queremos no fundo continuar a cumprir a missão a que nos propusemos desde que lançámos a Plural&Singular”.

Segundo a organização, não há limites para a exploração de competências dos envolvidos em todas as fases do projeto: “Queremos contar a estória das coisas e das pessoas e dar a conhecer as repetitivas competências e criar condições para que as possam desenvolver e partilhar”, conclui.

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