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updated 9:38 AM UTC, Apr 20, 2025
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Sexualidades

Ana da Gama

Professora, investigadora e formadora

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Podemos conceber a sexualidade como o amor aliado ao prazer sexual, sendo a realização prática de todos os desejos à elevação do amor ao máximo, ou seja, o clímax. A sexualidade é um fenómeno social, cultural e biológico que conjuga os mais diversos fatores, tendo em conta as necessidades primárias ou biológicas e as necessidades secundárias, culminando assim numa tríade entre paixão, amor e necessidade.

O instinto sexual é algo que, desde os insetos ao ser humano, aparece de uma forma impetuosa, levando a certos comportamentos e gastando energias que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental à vida: a propagação da espécie. Mas, se nas espécies inferiores como os insetos, répteis ou peixes, esse instinto se inicia e acaba com o ato sexual em si, à medida que se caminha para as espécies superiores, começa a verificar-se que muitas vezes o instinto também serve para criar laços ou relações mais ou menos fortes entre os parceiros sexuais. Normalmente, o objetivo é que ambos os progenitores ajudem na criação dos filhos, que é tanto mais complexa, demorada e exigente de cuidados quanto mais evoluída é a espécie. Frequentemente ela é apenas sentida como uma necessidade básica de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo. Este impulso pode ser satisfeito em diferentes dimensões, por exemplo, através da masturbação, de um(a) parceiro(a) casual ou pago(a) para o efeito ou no seguimento de uma relação amorosa. Contudo, na maioria das vezes o “sexo pelo sexo” não é de modo algum completamente satisfatório em termos psicológicos e afetivos mas cabe a cada um de nós a escolha dos moldes por onde circunscrever a sua vida sexual, sendo que o limite deverá ser o nosso pensamento, que não raras vezes é afetado por tabus e preconceitos próprios do ambiente sociocultural e religioso em que se insere.