3.4. Saúde sexual e reprodutiva da mulher e do homem
- Escrito por Sofia Pires
- Publicado em Saúde sexual e reprodutiva da mulher e do homem
A intervenção no âmbito da Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) envolve uma dimensão ética, médica e legal, chamando à ação diferentes tipos de atores, desde os profissionais de saúde e educação até decisores políticos e legisladores.
Numa abordagem que se caracteriza por ser multidisciplinar, são consideradas como áreas de atuação para a promoção da SSR:
• Prestação de cuidados de saúde perinatais e pós-parto
• Implementação e promoção do acesso a serviços de planeamento familiar
• Prevenção da gravidez indesejada
• Eliminação do aborto não seguro
• Combate à infertilidade
• Prevenção das infeções sexualmente transmissíveis e doenças do aparelho reprodutor
• Combate à violência sexual baseada no género e orientação sexual
As estratégias para a promoção da saúde sexual e reprodutiva envolvem:
• Um compromisso político claro
• Programas de intervenção comunitária
• Informação adequada e livre de preconceitos
• Educação sexual
• Legislação adequada
• Serviços e infraestruturas de apoio acessíveis
• Investigação e partilha do conhecimento
• Avaliação, acompanhamento e monitorização
Os cuidados de saúde nesta área envolvem, assim, um conjunto de métodos, técnicas e serviços de prevenção e resolução de problemas relacionados com a saúde reprodutiva, incluindo a saúde sexual, cujo objetivo é promover a qualidade de vida e das relações pessoais e não apenas o aconselhamento e cuidados relativos à reprodução ou prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.
Indicadores de Saúde Reprodutiva:
• Nível de atendimento pré-natal (%)
• Partos acompanhados por pessoal especializado (%)
• Disponibilidade de serviços de saúde obstétricos primários (por cada 500.000 pessoas)
• Disponibilidade de serviços de saúde obstétricos de nível terciário (por cada 500.000 pessoas)
• Prevalência de bebés nascidos com baixo peso (%)
• Taxa de mortalidade perinatal (por cada 1000 nascimentos)
• Taxa de mortalidade materna
• Taxa total de fertilidade
• Prevalência de infertilidade nas mulheres (15-49 anos) (%)
• Prevalência de utilização de métodos contracetivos
• Prevalência de serologia positiva para sífilis em mulheres grávidas
• Incidência registada de uretrite entre os homens (15-49 anos)
• Proporção de adultos (15-49 anos) que vivem com VIH/SIDA (%)
• Prevalência de VIH em mulheres grávidas (15-24 anos)(%)
• Percentagem de mulheres/homens entre os 15 e 24 anos que demonstram ter conhecimentos correctos sobre VIH/SIDA
• Prevalência registada de mulheres que sofreram Mutilação Genital Feminina (%)
• Prevalência de anemia em mulheres (15-49 anos)(%)
• Percentagem de admissões/internamentos em consequência de abortos (espontâneos ou induzidos)
Fonte: Organização Mundial de Saúde
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