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updated 7:06 AM UTC, Sep 15, 2021
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LEIA E PARTILHE: a última edição da revista digital da Plural&Singular que já vai na 26.ª edição e tem em destaque a 7.ª edição do concurso internacional de fotografia "A inclusão na diversidade"

Laborinho Lúcio integra o júri do concurso de fotografia "A inclusão na diversidade"

 

O juiz Álvaro Laborinho Lúcio integra o júri na 3.ª edição do concurso de fotografia “A inclusão na diversidade”, lançado pela Plural&Singular, em parceria com o Centro Português de Fotografia, que em duas edições já ultrapassou a centena e meia de candidaturas. Com esta iniciativa este órgão digital aproveita para celebrar o seu aniversário e para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência: a 3 de dezembro. 

Quando a Plural&Singular decidiu avançar com esta iniciativa tinha que escolher um tema suficientemente abrangente para acabar tudo e TODOS. Desta forma e sem que o saiba, foi o atual presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho e Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça,  Álvaro Laborinho Lúcio, que incitou à escolha do tema “A inclusão na diversidade”. 

O antigo ministro da Justiça na comunicação “Inclusão e Direitos – Os uns e os outros”, realizada há três anos no âmbito da INCLUDiT - Conferência Internacional para a Inclusão do Instituto Politécnico de Leiria, fez uma análise da evolução do conceito de inclusão e ‘substituiu’ o conceito de diferença, pelo de diversidade como sendo muito mais abrangente e capaz de abarcar TODOS os cidadãos. 

Nessa palestra Álvaro Laborinho Lúcio falou de inclusão associada aos conceitos de espaço e de tempo e que pressupõe, atualmente, uma cidadania centrada nos princípios da dignidade e participação ativa na vida pública. Mas considerou, ainda, que “a exclusão nega em absoluto a condição humana de dignidade” que, por sua vez, quando respeitada encontra o ponto “em que as pessoas são consideradas iguais”. Mas iguais “numa sociedade em que o padrão não é a norma, mas sim a diversidade”. Por último, sublinhou a ideia que a deficiência não está do lado do indivíduo mas sim ligada ao ambiente e que a inclusão assentando numa sociedade democrática e de direitos e, por isso, “não deve partir de pessoas com necessidades, mas de pessoas com direitos violados”.

Uma mudança de paradigma que a Plural&Singular quis espelhar no concurso de fotografia que se desafiou a promover tendo em conta uma recompensa, embora simbólica, muito apelativa.

Os premiados, além de integrarem a reportagem que se vai escrever na edição de dezembro, em que a capa da publicação é ‘cedida’ à fotografia vencedora, vão poder ver os seus trabalhos expostos no Centro Português de Fotografia, no Porto, e de receber publicações oferecidas por esta entidade. 

A parceria com o Centro Português de Fotografia mantém-se, mas a realização da cerimónia de entrega de prémios do concurso de fotografia no emblemático edifício da antiga cadeira está dependente da realização de obras de manutenção na ala onde se localiza a sala destinada ao evento. 

À 3.ª edição do concurso, este órgão de comunicação decidiu que era hora de convidar um dos impulsionadores, por assim dizer, desta iniciativa que pretende apostar também nas parcerias de divulgação para que a participação seja ainda mais concorrida. Das 61 imagens a concurso na 1.ª edição, avançou-se para as 85 na 2.ª e a ideia agora é, pelo menos, ultrapassar a centena de “exemplares” de inclusão ou exclusão. 

A Plural&Singular para o efeito lança um repto a todas as entidades e instituições para participarem e darem a conhecer os projetos que poderão estar por trás das imagens que candidatam. Mais do que ganhar, a ideia é participar e, como forma de premiar todos os que o fazem, no próximo mês vão ficar patentes no site deste órgão de comunicação TODAS as imagens enviadas na 1.ª e 2.ª edições com a respetiva memória descritiva. 

Se na 1.ª edição as fotografias estavam mais focadas na área da deficiência, agora começam a estar associadas outras questões alvo de inclusão ou exclusão, nomeadamente, a pobreza social, os direitos das crianças e outros temas que geram controvérsia, como é o caso, por exemplo, da amamentação em público que também é retratada em duas imagens. 

Estes resultados vêm confirmar que o concurso de fotografia “A inclusão na diversidade” começa a conquistar espaço no calendário dos eventos ligados à fotografia, em geral, e dos que estão ligados à inclusão, em particular. 

 

Mais sobre o concurso

O concurso de fotografia "A inclusão na diversidade" pretende captar através de uma imagem o verdadeiro sentido de inclusão ou que denuncie a falta dela. 

Ao promover esta iniciativa, a Plural&Singular, para além de celebrar o seu aniversário, quer estimular o “olhar atento” por parte das pessoas ao verdadeiro sentido de inclusão e à presença ou ausência dela no meio que as rodeia, assim como, fazer com que reflitam sobre o que é uma sociedade caracterizada pela diversidade.

Desmistificar a deficiência junto das pessoas sem deficiência e combater os atos discriminatórios associados às ‘diferenças’ são outros propósitos importantes deste concurso de fotografia promovido em prol de uma sociedade verdadeiramente inclusiva na diversidade.

 

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