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Entrevista ao selecionador nacional, Luís Ferreira: Para evitar ‘contas’ Portugal precisa ganhar já no jogo de abertura

 

 

 “A lógica da nossa aposta passa por fazer um bom resultado no jogo com a Inglaterra que vai ser dia 23, na cerimónia de abertura”.

Selecionador Nacional, Luís Ferreira

 

Plural&Singular(P&S) – Em relação à equipa da seleção, o que tem a dizer? Considera que, com o interregno de alguns anos do projeto da seleção nacional, falta alguma rodagem aos jogadores lusos? 

Luís Ferreira (LF) – Nós temos vindo a fazer um esforço muito grande de há cinco anos para cá. Nós fizemos há três anos ou quatro anos um torneio inicial que foi cá no porto onde esteve Portugal, a Holanda, o Canadá e o México. Depois continuamos a trabalhar para participarmos num torneio em Espanha e no ano passado fomos disputar a Taça Intercontinental com 16 países. Esta foi uma competição já bastante elevada, onde estavam os melhores praticantes do mundo. Este ano já participamos também num torneio em Espanha e vamos agora realizar um torneio em Portugal em que pretendíamos ficar nos quatro ou cinco primeiros. 

P&S – Então são essas as expetativas para o Campeonato Europeu de Futebol de 7?

LF – Sim, as expetativas são elevadas, agora vamos ver como é que o adversário está, não é fácil para nós, mas creio que com vontade e porque efetivamente nós este ano tivemos um trabalho mais exaustivo – nós trabalhamos quatro vezes por semana o que para o tipo de pessoas que estão a trabalhar é bastante elevado, nós trabalhávamos à segunda, à terça, à quinta e à sexta e descansávamos à quarta. E agora, de há um mês e meio para cá, trabalhamos inclusivamente ao sábado e domingo – vamos ver agora se colhemos frutos desse trabalho que desenvolvemos ao longo no ano.

P&S – Para se ter uma noção, os jogadores não são todos da mesma localidade… 

LF – Para dar uma ideia da realidade de Portugal relativamente a esta modalidade: há neste momento quatro clubes, sendo um clube de Lisboa que é a APCL, três clubes do norte que é a APPC do Porto, a Vila Nova de balboa que também faz parte da APPC, o Boavista Futebol Clube e o Futebol Clube do Porto. Mas quer a APCL, quer o Boavista Futebol Clube e o Futebol Clube do Porto não competiram este ano. Nós fizemos uma convocatória para alguns dos atletas destes clubes que referi e temos um atleta do Boavista, temos dois do Porto, temos dois da APCL de Lisboa e os restantes são da APPC do Porto que foram os que conseguiram trabalhar ao longo do ano com maior regularidade e que nos dão melhores indicações para podermos ter uma boa prestação desportiva.

P&S – Quantas pessoas no total integram a comitiva portuguesa?

LF - É constituída por 19 pessoas, sendo 14 atletas e cinco elementos da equipa técnica. Eu sendo o selecionador responsável, depois um colega que é o treinador e o técnico que está diretamente no terreno com os atletas, depois temos um treinador do guarda-redes, depois temos um outro treinador e ainda temos uma fisioterapeuta que nos acompanha. Conseguimos ter também uma psicóloga a trabalhar connosco e ainda uma terapeuta ocupacional que também tem vindo a trabalhar connosco e dando o apoio que é possível.

P&S – Sendo Portugal o anfitrião deste campeonato, de certa forma há uma motivação extra por jogarem em casa. Isso é um ponto a favor? 

LF – Não sei. Já estou como diz o outro: ‘prognósticos só no final do jogo’. Isto às vezes não é assim tão fácil, o jogar em casa acaba por às vezes criar mais limitações e dificuldades para os atletas porque as questões familiares e de proximidade acabam por ser mais limitativas. 

P&S – Ao conseguir voltar a desenvolver o projeto da seleção, depois do interregno de alguns anos, os jogadores são todos novos ou são anteriores a esta pausa?

LF - Neste momento são novos jogadores. Na APPC recomeçou-se a trabalhar com o presidente da APPC que também era um praticante desportivo e como o guarda-redes fazia parte da direção da APPC eles impeliram-me para recomeçar com este projeto de futebol e eu disse que sim mas que teria que haver também um esforço da parte deles e haver um trabalho que tinha que ser continuado e socorremo-nos de alguns atletas que tinham estado comigo em 92 em Barcelona para no fundo iniciarmos o futebol. Depois disso os mais velhos ajudaram os mais novos e atualmente só temos de facto atletas novos e com a possibilidade de surgirem novos talentos. Nós temos desenvolvido um trabalho desse há quatro/cinco anos e temos dez miúdos que já estão a trabalhar connosco no futebol na expetativa de eles crescerem e virem a integrar a seleção até porque no próximo ano para além de decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol vai decorrer um campeonato para sub-19 em que nós queremos participar e já temos alguns atletas para participarem nesse torneio.

P&S – Também têm os olhos postos nos Paralímpicos de 2016?

LF – Esse era o nosso objetivo número um. Não é fácil, mas há que sonhar e tentar perceber que é possível lá chegar. Nós já lá estivemos e queremos voltar a estar.

P&S – O que é necessário para conseguir lá chegar? 

LF – Era necessário no país, fazerem o que nós estamos a fazer no Porto. As outras instituições terem outros atletas e a divulgação passar pelos pais, pelos técnicos e aparecerem mais pessoas. Porque eles existem por aí. Nós este ano arranjamos 10, 12 atletas novos porque efetivamente fomos trabalhando e fazendo prospeção dos locais onde eles andam e passando até pelo facebook, pelas plataformas da internet. Tem sido um bocado por aí. 

P&S - E é viável esta equipa que ‘construíram’ chegar aos Jogos Paralímpicos de 2016 e 2020?

LF – É viável, mas vamos ver se conseguimos ter capacidade para trabalhar como temos feito este ano. Ver se conseguimos já este ano. A nossa participação no europeu também tem a ver com a perspetiva de participar no Campeonato do Mundo e para isso temos que ficar nos primeiros oito para conseguirmos lá chegar. E creio que se nós conseguirmos será uma rampa de lançamento para os Paralímpicos de 2016 e naturalmente de 2020. 

P&S - Esta competição que começa na quarta-feira é um teste importante para averiguar a qualidade da seleção portuguesa? 

LF – Bastante, bastante importante até pela motivação dos próprios atletas e perceber se eles querem continuar.

P&S - Na fase de grupos, Portugal tem pela frente a Inglaterra e a Ucrânia. O que se pode esperar da seleção lusa?

LF – O grupo não é fácil, se bem que é um grupo de três. A lógica da nossa aposta passa por fazer um bom resultado no jogo com a Inglaterra que vai ser dia 23, na cerimónia de abertura. Se nós efetivamente conseguimos ultrapassar a Inglaterra, era quase garantida a passagem de grupos. Sabendo o valor que tem a Ucrânia é impensável, só se acontecer um milagre, pessoalmente não acredito é que ganharíamos à Ucrânia. Não sendo essa a situação e sendo dentro daquilo que está perspetivado como é um grupo de três, se conseguíssemos ganhar de facto à Inglaterra era quase garantia absoluta de passar o grupo. Se não ganharmos à Inglaterra temos que fazer à maneira portuguesa: fazer contas que era aquilo que eu não queria fazer, eu não queria estar nesse papel.

P&S – E fazendo contas o quê que implicaria?

LF – Implicava sermos o melhor terceiro para podermos ser repescados. Porque os outros grupos são de quatro, passam dois de cada grupo e o melhor terceiro.

P&S – O apoio do público será importante, certo?

LF – Precisámos de apoio e o que eu peço é, efetivamente, que nos venham apoiar ao Estádio e nós como só somos sete em campo, gostaríamos de ter o oitavo elemento que seria a assistência a puxar pela equipa na perspetiva de conseguirmos ultrapassar o adversário. Mais que não seja como uma forma de mostrar e divulgar a modalidade que é isso que nos faz falta e perceberem que estes indivíduos jogam como os outros, participam como os outros e praticam bom futebol.

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