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Portugal depois do desaire busca a continuidade na prova

 

No jogo estreia do Campeonato da Europa de Futebol de 7, na passada quarta-feira, Portugal foi vencido (5-0) por uma Inglaterra concretizadora, resultado que travou as ambições dos portugueses que desejavam iniciar-se nesta prova da melhor forma possível entrar de pé direito e evitar ‘contas’.
Em jeito de análise à partida, o selecionador nacional. Luís Ferreira, contou que esta até tinha sido a terceira vez, no espaço de um ano que Portugal enfrentava a Inglaterra mas a seleção britânica surpreendeu a lusa, uma vez que nesse espaço de tempo trocou vários atletas, ainda que mantendo sempre o grande nível.
“Sabíamos que íamos ter bastante dificuldade em conseguir ultrapassá-los. Se bem que o nosso objetivo efetivamente era ter-lhes ganho para assegurar o lugar na passagem da pool. Isso não foi possível, infelizmente para nós, no entanto os nossos atletas estiveram bastante empenhados e conseguiram dentro do campo fazer o que era possível para tentar ultrapassar o adversário”, analisou Luís Ferreira.
O selecionador nacional reconhece, desta forma, que Portugal ficou no seu primeiro embate aquém das espetativas criadas e das metas traçadas mas está longe de atirar a toalha ao chão e sublinhou o empenho dos atletas lusos face a uma seleção inglesa que, também reconheceu, foi melhor.
“Eles [jogadores portugueses] têm mérito pelo facto de se terem combatido dentro do campo, mas os ingleses foram melhores pelo resultado que apareceu”, referiu.
Amanhã, sexta-feira, novamente pelas 20 horas, Portugal entra em campo para o seu segundo teste numa prova em que é anfitrião e quer dar provas de que tem uma palavra a dizer nesta modalidade a nível internacional.
O técnico conhece a Inglaterra desde 1992, ano a partir do qual a seleção inglesa, comentou, teve uma “evolução bastante progressiva e consistente”, currículo que não é semelhante ao de Portugal, equipa que esteve parada bastante tempo, mas agora está a tentar reativar-se, quer através dos clubes a nível nacional, quer através do aparecimento de novos atletas.
Segundo Luís Ferreira, é preciso, também, que “a seleção tenha outra postura em campo e perceber que o nível de hoje é um bocado diferente do que já se passou”.

Corrigir falhas para enfrentar a Ucrânia

Os lusos defrontam a Ucrânia que Luís Ferreira, em jeito de antevisão à partida, já descreveu como de “nível ainda superior ao da Inglaterra”… Mas Portugal promete dar luta… “Pelo menos conseguir um resultado que nos permita sonhar em passar a pool na perspetiva de sermos o terceiro melhor. Se conseguirmos dentro de todos os grupos que existem sermos o terceiro melhor efetivamente vamos passar aos quartos-de-final”, projetou o seleccionador nacional.
Luís Ferreira tem, portanto, de corrigir falhas. Quarta-feira Portugal teve o apoio do público do seu lado e esteve, apesar dos quatro golos sofridos, empenhado dentro das quatro-linhas. Haverá alguma ansiedade portanto a fazer os jogadores tropeçar, um obstáculo que o selecionador já identificou e promete tentar ultrapassar. 
“Para alguns atletas esta é uma das primeiras competições internacionais, nomeadamente no seu país, o que até lhes traz mais ansiedade mais stress. O facto de perceberem que têm um público que está com eles… Mas isso também lhes traz mais exigências porque eles também estavam a trabalhar na perspetiva de saber qual era a realidade que ia haver. Nós estávamos de facto bastante esperançados e eles sabiam que queríamos ganhar o jogo e isso acabou também por lhes criar um bocado de ansiedade”, refletiu Luís Ferreira.
Identificado um dos motivos de nervosismo, eis a hora de analisar a equipa adversária a apontar armas à Ucrânia: “[A preparação] está a ser feita dentro daquilo que já conhecemos da Ucrânia. Estamos empenhados e tivemos inclusive reunidos a perspetivar o jogo de amanhã e tentar também recuperar os atletas com algumas baixas para que eles possam efetivamente amanhã estar bem e vamos ver o que conseguiremos fazer”, concluiu o selecionador nacional.

Olheiro em casa própria

Luís Ferreira assistiu hoje a alguns dos jogos que marcaram o segundo dia de competição, retirando indicações otimistas de alguns encontros.
“Acabei por ver três jogos hoje. Dois deles com um volume de golos bastante mais volumosos que o nosso e até de equipas bastante mais inferiores em relação ao nível da nossa e que até nos permite augurar a possibilidade de chegar aos quartos-de-final e passar como o melhor terceiro que é o grande objetivo”, perspetivou o selecionador luso.
Sobre a Alemanha, o técnico português, foi mesmo peremptório: “A Alemanha não teve possibilidades, rigorosamente, nenhumas com a Rússia que se passeou pelo campo e só lhe quis marcar quatro golos porque se quisesse marcar mais marcava. A Alemanha efetivamente está a iniciar-se e na minha opinião estão inferiores a nós”, sentenciou.

 

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