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updated 10:57 PM WEST, May 22, 2017
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Desempenho de Portugal visto à lupa… Procura-se rotina de jogo!

 


O selecionador nacional, Luís Ferreira, bem como o defesa da seleção portuguesa, Vasco Santos, analisaram a partida de hoje, dando notas sobre o futuro de uma equipa e de uma modalidade que têm potencial

“Já que hoje não conseguimos efetivamente atingir o 6.º ou o 5.º lugares, agora é lutar pelo 7.º”, foi assim que Luís ferreira resumiu a derrota (6-0) de hoje frente à Escócia e projetou o encontro de sábado com a Irlanda do Norte.

O selecionador não conseguiu esconder a desilusão por mais uma derrota pesada, reconhecendo que “a equipa esteve mal e não conseguiu encontrar-se”, mas avançou com metas e formas de dar a volta a esta fase menos conseguida.

“Hoje não conseguiram imprimir o jogo que tínhamos delineado na tentativa de ultrapassar um adversário que na minha opinião seria o mais acessível até agora. Perder por este valor expressivo não estava nos nossos planos e perspetivas. Mas teremos armas para melhorar e já estamos a trabalhar nisso”, disse.

Portugal volta a jogar sábado e em jogo estão os 8.º e 7.º lugares: “Temos de passar à frente [este resultado] e tentar sábado ultrapassar um adversário [a Irlanda do Norte] que considero acessível a Portugal. Ficar pelo menos no 7.º lugar é importante. Já não é mau, mas efetivamente tínhamos o objetivo de ficar mais acima”, admitiu Luís Ferreira.

Também o defesa Vasco Santos, depois de analisar como principal ponto fraco da seleção portuguesa “a marcação do homem das costas” e de lamentar que a equipa não tenha “levantado mais a cabeça” para conseguir “sair a jogar” de forma organizada, traçou como objetivo conquistar uma vitória no sábado.

“Agora o grande objetivo é o 7.º lugar. Não podemos sair deste campeonato só com derrotas, temos de ganhar um jogo e a Irlanda do Norte é acessível. A vitória, sábado, não pode escapar… Não podemos sair de um campeonato em casa sem uma vitória”, disse, confiante, o defesa luso.

Vasco Santos prevê um jogo “complicado” com os irlandeses, uma vez que estes, no entender do jogador, “já mostraram que não têm medo de sair à bola”, enquanto que hoje Portugal, e como referiu o defesa português, “parecia que tinha medo e que a bola tinha picos”.

“Nós não temos de ter medo. Temos jogadores e temos qualidade mas às vezes parece que não há cabeça”, concluiu.

Portugal atual e o futuro…

Luís Ferreira e a sua equipa técnica conhecem a realidade atual desta modalidade e tentam fazer “a gestão possível”, mas ambicionam mais… “Vamos continuar a trabalhar na tentativa de, no próximo ano, no desenrolar do Campeonato do Mundo atingirmos um melhor lugar do que nesta prova”, afirmou.

Questionado sobre qual o grande objetivo deste projeto – selecção nacional de futebol de 7 para atletas com deficiência – o selecionador sublinhou o “potencial” do grupo atual mas reconheceu que é preciso endurecer a prospeção.

“Um dos grandes objetivos da seleção seria encontrarmos mais atletas. Isso era fundamental para ter mais espaço de manobra e possibilidade de escolha. Creio que também é essa uma das razões que nos leva a ter estes resultados menos bons”, analisou.

“Os nossos adversários quando fazem alterações na equipa, os jogadores que entram são tão bons como os que saem. Se na zona do Porto, este ano, conseguimos 20 atletas, porque é que no resto do país não temos mais 40? Se tivéssemos um lote de atletas mais vasto, teríamos mais possibilidades de alcançar melhores resultados”, acrescentou.

Portanto, a Portugal falta competição e exigência de ritmo, fatores que limitam as aspirações portuguesas e que se podem resumir numa necessidade: criar rotina de jogo.

Esta opinião é partilhada por Vasco Santos que junta outra dificuldade: a mentalidade de alguns acompanhantes de jogadores: “O nosso maior problema é termos poucos atletas e a mentalidade de alguns acompanhantes não ajuda porque: ‘ai vai jogar futebol, vai aleijar-se’. Não! Isso tem de mudar. Temos de provar que ninguém sai daqui pior do que quando entra, muito pelo contrário… Só faz bem!”, garantiu.

O defesa é, aliás, e conforme hoje confidenciou, exemplo disso… “Esta modalidade é muito boa para portadores de deficiência. Notei muitas melhorias quando comecei no futebol em termos de flexibilidade dos membros. Até o fisioterapeuta que me acompanha diz ‘isto agora está muito bom’, quando antes eu era muito preso”.

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