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Judo para Todos

Ontem celebrou-se o Dia Mundial do Judo… A propósito desta data a Plural&Singular recorda e recomenda o trabalho “Judos para Todos” publicado na nossa 2.ª edição da revista digital trimestral (março/abril/maio de 2013)

Uma modalidade em que as palavras “afeto”, “amizade” e “contacto” anulam a força da “competição” porque não existem Judocas “normais” e “deficientes”, apenas “alma de Judoca”…

Com a presença de 180 atletas, sendo que perto de meia centena eram praticantes de Judo Adaptado, decorreu, a 16 de fevereiro, no pavilhão do INATEL, em Guimarães, o torneio “Judo para Todos” que foi exatamente o que o nome indica: uma iniciativa desportiva com o objetivo de divulgar o Judo como uma modalidade onde todos, atletas com e sem deficiência, têm lugar.

Da responsabilidade da secção de Judo do Vitória Sport Clube, da secção de Judo Casa do Povo de Ronfe, do Clube Desportivo CERCIGUI (CDC) e da secção de Judo ARCAP – Academia Recreativa dos Amigos de Ponte, e com o apoio da Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual (ANDDI), este torneio acabou por servir também para “projetar” e “preparar” o Campeonato Nacional de Judo Adaptado que vai decorrer, no pavilhão Multiusos vimaranense, a 27 de abril, uma iniciativa integrada na programação da Cidade Europeia do Desporto (CED), que tem vindo a receber muitas “solicitações”, contou um dos responsáveis da organização, mestre Mário Emídio. “Existem muitas pessoas ligadas ao Judo que querem integrar o nosso projeto desportivo”, disse o também treinador de Judo.

É que é à cidade de Guimarães que é atribuída a “paternidade” do “sucesso” do Judo Adaptado em Portugal, sobretudo nas vertentes de Judo Adaptado para deficientes intelectuais e portadores de síndrome de down, aliás Costa Pereira, dirigente da ANDDI apontou o nome do judoca José Alberto Rocha, embaixador da CED, atleta do Clube Desportivo da CerciGui, do Vitória de Guimarães, e da Seleção Nacional, como “impulsionador” do Judo Adaptado em Portugal.

E para projetar o Judo como uma modalidade “inclusiva” e que visa a “melhoria dos gestos, capacidades, contacto e ações de pessoas com deficiência”, a ANDDI anseia, segundo contou Costa Pereira, partir para a realização de Opens Internacionais nesta modalidade. O dirigente tem esperança de vir a conseguir estabelecer mais parcerias, nomeadamente com a Federação Portuguesa de Judocas, bem como com a sua homóloga Internacional.

Mas no “Judo para Todos”, torneio não competitivo que decorreu em fevereiro no INATEL de Guimarães, não participaram apenas portadores de deficiência intelectual e síndrome de down. Estiveram junto judocas com e sem deficiência, deficiências visuais, entre outras, crianças e adultos, mestres e iniciantes…

“O balanço é muito positivo. Todos saíram muito satisfeitos com a oportunidade que tiveram de partilhar, de aprender e de ensinar… Foi um momento de conhecimento entre atletas que são diferentes mas têm todos direitos iguais”, referiu Mário Emídio, contando que o projeto de Judo Adaptado foi começado pelo mestre Carlos Fontes na Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados do Concelho de Guimarães (CerciGui). CONTINUAR A LER NA PÁGINA 90


        

Clube Judo Total


Entre as centenas de participantes no “Judo para Todos”, destaque, também, para a participação dos atletas do clube lisboeta Judo Total.
Adriano Delgado, 24 anos, é cego. Pratica Judo porque “gosta”, porque considera este desporto “apaixonante” e uma “lição de vida”. Natural de Cabo Verde, está em Portugal há 13 anos. Diz ter encontrado no Judo, desporto ao qual se dedica três vezes por semana “no mínimo”, “uma forma de ser exatamente como todos os outros”. Aprendeu “normalmente”. Gosta da “precisão” e da “atenção” que o Judo lhe impõe.

Para os praticantes invisuais, a única diferença do Judo é que começa com a “pega”, ou seja o combate inicia-se logo com contacto físico para que o atleta que não tem visão passe a “reconhecer” o seu adversário, a “pressentir e a antecipar” os seus movimentos.

Também do clube Judo Total, Miguel Vieira (27 anos) é um dos “craques”. Treina, aliás, com a seleção portuguesa de juniores. O facto de ser invisual não faz com que este angolano que está em Portugal desde os 17 anos, deixe de combater com atletas que têm visão. CONTINUAR A LER NA PÁGINA 93

 

 

 

 

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