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Festival Internacional Extremus promovido pela APPC arranca quarta-feira

A 15.ª edição do Festival Internacional Extremus, promovido pela Associação de Paralisia Cerebral do Porto (APPC), arranca amanhã e decorre até sábado. As atividades serão espalhadas por auditórios do Porto e de Gondomar e com foco nas escolas.

A companhia “Era uma vez... Teatro” da APPC será a anfitriã dos projetos culturais e educativos trazidos por companhias nacionais e estrangeiras como a Companhia Bacantoh, de Barcelona, Espanha, que dinamizará um ‘workshop’ de dança inclusiva.

Também participam as companhias das APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Ponte de Lima, Santarém e Viana do Castelo, bem como instituições ligadas à paralisia cerebral de Lisboa e Coimbra, somando-se o Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (Torres Novas), a Fundação ANADE, de Madrid, Espanha, e a Sociedade Columbófila Dez de Junho (Gondomar).   

O Extremus é cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo Instituto Nacional de Reabilitação.

Merece destaque a estreia absoluta da peça “Epidemia Urbana” que parte de textos da obra “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago e que vai a cena sábado, pelas 16:30, na Fundação José Rodrigues, a qual está a comemorar aniversário, pelo que o espetáculo será dedicado ao mestre.

De acordo com informação da APPC, desde o seu arranque, em 1999, o Extremus já foi responsável pela programação de 130 espetáculos e apresentou em palco 95 companhias profissionais e amadoras de pessoas com deficiência.

A organização também destaca que o público do Extremus “mais do que quadruplicou, com uma enorme tendência a fidelizar-se ao evento” e que “toda a programação dá atenção às novas linguagens artísticas, bem como pretende desenvolver parcerias que estimulem a prática artística nas suas diferentes componentes junto das pessoas com deficiência”.

Já em declarações à Plural&Singular, a responsável pela organização do Extremus, Mónica Cunha, apontou que este é um festival internacional que dá destaque às expressões na música, dança e teatro, sem esquecer a vertente formativa.

A encenadora da companhia “Era uma vez… Teatro” destacou a importância de evolver os mais jovens, recusando os rótulos “teatro inclusivo ou especial”. “Não há teatro inclusivo nem especial, há teatro. São pessoas diversas que estão a apresentar um espetáculo. Que se perceba que um espectáculo com pessoas com deficiência é um espectáulo é como outro qualquer mas tem pessoas diversas a fazê-lo. Até aqui o Extreminhus [nome dado à vertente infantil do festival Extremus] convidou as crianças e jovens a vir até nós, mas agora vamos nós fazer itinerância nas escolas porque achamos que deve fazer parte do projeto educativo a sensibilização para a diversidade”, disse Mónica Cunha.

O Festival Internacional Extremus, de periodicidade bianual, nasceu em Gondomar onde a APPC tem a chamada “Villa Urbana”, na qual convivem diariamente pessoas com paralisia cerebral e crianças graças ao facto dos apartamentos destinados aos utentes partilharem o espaço com um infantário e com instalações que acolhem pessoas de várias gerações.

Entretanto a APPC realizou o Extremus no Porto, mas este ano o festival vai circular por vários palcos de ambas as cidades: Auditório Horácio Marçal (Paranhos), Auditório Municipal de Gondomar, Escola EB 2,3 Júlio Dinis (Gondomar), Escola Secundária do Cerco do Porto e, ainda, na Fundação Escultor José Rodrigues (Porto).

Para os quatro dias estão agendadas mais de duas dezenas de atividades desde peças de teatro, oficinas, sessões de música e de dança, entre outras.

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