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updated 3:48 PM WEST, Apr 30, 2017
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PARTILHEM: A 17.ª edição da revista digital da Plural&Singular está online e disponível para download. Além dos resultados da 3.ª edição do concurso "A Inclusão na Diversidade", destacamos uma "Grande Entrevista" com Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência que faz um balanço de um ano de Governo

Politécnico de Leiria cria biblioteca braille

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria (CRID) anunciou que vai criar, com o mote “Mãos que leem”, uma biblioteca em braille, que ficará situada na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. A biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.

Em comunicado o CRID refere que esta estrutura será “única no país pela particularidade de integrar obras de vários géneros” e realça o apoio do Lions Clube de Leiria.

“Queremos disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece – incluídas numa biblioteca ‘normal’ –, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades. Queremos fazer a diferença, não só para que a população em geral se ponha no lugar da pessoa com deficiência, mas essencialmente para que este público possa ter acesso às mesmas opções culturais que a restante população”, explica a coordenadora do CRID, Célia Sousa.

A também professora e investigadora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria acrescenta que “imprimir em braille é muito dispendioso, pelo que contar com o apoio do Lions Clube de Leiria é essencial para a prossecução deste projeto”: “Este será com certeza um dos impedimentos para a editoras editarem obras em braille, o que condiciona muito as opções das pessoas cegas”, aponta a responsável.

Assim os promotores deste projeto comprometem-se a adaptar pelo menos uma obra por mês, sendo que de momento estão prontos para impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35 obras disponíveis na biblioteca.

Célia Sousa destaca ainda que esta iniciativa, que o CRID diz ser pioneira a nível nacional, permitiu que “obras que todos conhecemos – e que temos possibilidade de ler – possam chegar a públicos diferentes, recorrentemente privados de as lerem”.

Recorde-se que o CRID já adaptou para braille “Viver a vida a amar” de Fátima Lopes, “Desnorte” de Inês Pedrosa, “Navios da noite” de João de Melo, entre outras. Todas passaram a integrar o acervo da Biblioteca Afonso Lopes Vieira, em Leiria, através de um protocolo com o Município de Leiria. Além disso, o CRID editou dois livros infantis multiformato, e outro material informativo e lançou o primeiro guião cultural inclusivo (braille, áudio descrição, língua gestual portuguesa e pictogramas) no mundo, para o Mosteiro da Batalha. Hoje, todos os espaços culturais de Leiria contam com guiões inclusivos, sendo o Museu de Leiria construído de raiz para pessoas com deficiência.

Aproveitamos para recomendar a leitura da peça "SUPERA E CRID: Uma década a pensar na acessibilidade e na inclusão" que é destaque na secção de Tecnologia e Inovação da 17.ª edição da revista digital Plural&Singular (a partir da página 54 no separador "Revista" do nosso site. Clique AQUI)

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