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Dança Inclusiva com a Diferença

 

Celebre hoje o Dia Mundial da Dança com a leitura da reportagem “Dança Inclusiva com a Diferença”, lançada na 3.ª edição da revista trimestral da Plural&Singular, que dá conta do trabalho do Projeto Dançando com a Diferença, que surgiu em 2001 para implementar a dança inclusiva no arquipélago da Madeira.

Dança Inclusiva com a Diferença

 

O Projeto Dançando com a Diferença, da responsabilidade de Henrique Amoedo, surgiu em 2001 sob a alçada do Governo Regional da Madeira com o propósito de implementar a dança inclusiva no arquipélago. Em 2007 o projeto emancipa-se mas mantém o objetivo de promover e utilizar as diferentes linguagens artísticas como elemento de inclusão social das pessoas com deficiência.

Texto: Sofia Pires

Fotos: Gentilmente cedidas

Desde que o grupo foi formado, já passou por 14 países, 43 cidades, por prestigiados teatros portugueses - Teatro Camões, o São Luíz Teatro Municipal e o Teatro Viriato – e no seu repertório, composto por 18 coreografias, tem criações dos mais importantes coreógrafos portugueses e brasileiros contemporâneos, onde se destacam Rui Horta, Clara Andermatt, Paulo Ribeiro, Elisabete Monteiro, Henrique Rodovalho e Ivonice Satie.

O Grupo Dançando com a Diferença (GDD) serviu de modelo para o início de grupos semelhantes em diferentes localidades portuguesas. “Isso eu não tenho grandes dúvidas. Quando cheguei a Portugal falava da possibilidade de criar um grupo assim e as pessoas não acreditavam nessa possibilidade. Existiam muitas iniciativas pontuais, espetáculos para apresentar na Páscoa ou no fim do ano, no dia das mães ou dos pais. Muito mais espetáculos de âmbito educativo”, refere o diretor artístico do GDD, Henrique Amoedo. 

O âmbito que Henrique Amoedo defende e o GDD sustenta é o âmbito cultural em que a perspetiva da profissionalização do elenco ultrapassa o universo da educação especial, da terapia ou da reabilitação e conquista o respeito no cenário artístico internacional.

O que parecia ser um sonho impossível de concretizar é agora uma realidade com provas dadas no panorama artístico português. “As pessoas com deficiência poderem acreditar que é possível serem profissionais em termos artísticos…Parece uma utopia, porque ser artista em Portugal não é fácil para ninguém. Quando se fala em pessoas com deficiência parece que isso ainda fica mais difícil”, confessa Henrique Amoedo. Mas a verdade é que o Grupo Dançando com a Diferença tem conseguido afirmar-se como uma companhia de repertório que convida coreógrafos para trabalhar e que mantém um elenco regular e fixo, como poucas o fazem em Portugal. 

A Associação dos Amigos da Arte Inclusiva – Dançando com a Diferença (AAAIDD) desde 2007 tem dado continuidade ao projeto avançado pela Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação (DREER) da Secretaria Regional de Educação e Cultura (SREC), órgãos do Governo Regional da Madeira seis anos antes. 

Foi pelas mãos de Henrique Amoedo que tudo começou. O diretor artístico brasileiro veio para Portugal para aprofundar os estudos na área de dança e, como tal, ingressou no mestrado em Performance Artística - Dança na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa. “No mestrado desenvolvi um conceito chamado Dança Inclusiva, um conceito hoje utilizado por muitas pessoas, cada vez mais utilizado tanto no Brasil como em Portugal. Vim dar uma serie de workshops na Madeira e sou convidado para criar um projeto semelhante ao que tinha feito no Brasil”, conta Henrique Amoedo. 

O tempo passou rápido e já lá vão mais de dez anos à frente deste projeto que ganhou um novo impulso em 2007, com a constituição da associação, afastando-se assim da falta de conciliação de timings entre a companhia e o governo. “A máquina governamental é muito burocrática e às vezes não se coaduna com o mundo do espetáculo”, desabafa o diretor artístico.

Apesar do contexto atual não ser o melhor, a verdade é que o balanço é positivo: o Grupo Dançando com a Diferença cresceu, foi possível profissionalizar parte do elenco e “hoje é um importante produto cultural da Madeira independentemente da deficiência”. 

“Eu não tenho dúvidas que dentro dos produtos culturais existentes na Madeira o Dançando com a Diferença é o mais falado e mais conhecido fora”, afirma.

Mas não é só fora da Madeira que este projeto dá que falar. Mesmo junto da comunidade madeirense e nas notícias que vão sendo publicadas na imprensa local é notória a evolução na forma como se aborda o trabalho realizado ao longo destes anos pelo GDD. “Vê-se nas manchetes dos jornais o quanto isso foi modificando: no início as manchetes muito mais focadas na deficiência e nas questões de superação e hoje são questões artísticas”. O diretor artístico acrescenta que, na prática, nota esta mudança pelo “respeito com que as pessoas tratam todo o elenco, o quanto as pessoas valorizam a sua forma de ser e entrega à dança”.

“Temos comprovado com a nossa experiência que a participação de pessoas com deficiência nas Artes é algo que está a ganhar enorme importância e que, aos poucos, estas começam a ser valorizadas pelas suas capacidades artísticas”, remata. Ler mais aqui a partir da página 110 da 3.ª edição da revista trimestral

 

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