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“Feitas de Ferro, desenhadas a carvão” da APPC estreia sábado em Paranhos

A violência sobre as mulheres é o ponto de partida da mais recente produção do grupo “Era uma vez... Teatro”, da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC)

A estreia está agendada para sábado às 21h30, no Auditório Horácio Marçal (Junta de Freguesia de Paranhos). Em cena serão apresentadas as histórias de dez mulheres que decidem “romper o palco e aumentar as possibilidades de sobrevivência” – despindo aquilo que o coletivo de teatro da APPC retrata como um “silêncio indigno das mulheres maltratadas”.

O espetáculo traduz o silêncio de muitas mulheres que sofrem as atrocidades de uma sociedade ainda demasiadamente machista...
Esta viagem começou a ser preparada há cerca de dez meses... Os elementos do “Era uma vez... Teatro” viram filmes, entrevistas, reportagens e leram muitas histórias. E foi assim que, finalmente, “chegaram” ao livro de Carla Maia de Almeida, “Em nome da filha”. Em três dias, no meio de muitos silêncios e de leituras em grupo, tudo ganhou forma. E começaram a moldar estas mulheres “feitas de ferro e desenhadas a carvão”.

E tudo começou assim! Contam os protagonistas da peça pela voz de Mónica Cunha, encenadora do “Era uma vez... Teatro” da APPC…
“Deveríamos fazer um espetáculo sobre os direitos das mulheres”, sugeriu Ariana. E continuou! “Sobre a discriminação, a desigualdade e, já agora, poderíamos falar sobre a violência doméstica, relativamente às mulheres”.
A viagem começou há cerca de seis meses. Vimos filmes, entrevistas, reportagens, lemos muitas histórias e “visitámos” muitas mulheres que se destacaram a nível mundial.
Mas não chegava dizia Ariana. “Eu gostava mesmo era que o espetáculo abordasse a violência doméstica”, enquanto outra atriz referia que gostava especialmente “da história da Cleópatra”.
Tentando ir ao encontro dos pedidos da Ariana, a pesquisa passou a ser sobre literatura relacionada com violência doméstica.
Foi assim que chegámos ao livro de Carla Maia de Almeia, “Em nome da filha”. E em três dias, no meio de muitos silêncios e de leituras em grupo, tudo começou a ganhar forma. Começámos a moldar as “Mulheres feitas de ferro e desenhadas a carvão”. E o livro “Em nome da filha” passou a ser o nosso simpósio.
Criámos mulheres de ferro e começámos a desenhar cada uma delas a carvão. Mas ainda não chegava... Éramos poucas para tantas mulheres que se queriam fazer ouvir. E foi assim que começámos por pedir a mulheres que escrevem que nos dessem a sua perspectiva do tema.
Desenhámos poesias que falam de lutas e de traços físicos e psicológicos que em breve estarão perto de si...

SINOPSE
Dez mulheres rompem o palco e aumentam as possibilidades de sobrevivência, despindo o “silêncio indigno das mulheres maltratadas”.
Percorrem um caminho solitário, mas olhos nos olhos enfrentam a robustez da mudança lutando heroicamente contra a violência que teimosamente prevalece.
O espetáculo reflete o silêncio de muitas mulheres que sofrem as atrocidades de uma sociedade ainda demasiadamente machista. Apesar da Convenção dos Direitos Humanos contrariar esta conjuntura, continua a assistir-se a uma clara violação da mesma.

FICHA TÉCNICA
Direção e Texto – Mónica Cunha, Regina Graça, José Henriques e Bráulio Sá.
Sonoplastia – Luís Bamonde e Paulo Fonseca.
Desenho de Luz – Vasco Santos.
Interpretação – Ariana Sousa, Mirreille Ascha, Patrícia Vitorino, Amélia Couto, Anabela Pereira, Ângela Garrido, Marta Silva, António Miguel Carvalho, Bráulio Sá, Henrique Tavares, Joaquim Moreira e Paulo Fonseca.
Participação especial – Catarina Rodrigues e Sílvia Póvoa.
 Produção – Associação do Porto de Paralisia Cerebral
Agradecimentos – Teatro Nacional de S. João, Junta de Freguesia de Paranhos, Carla Maia de Almeida e Fundação Manuel dos Santos.

A companhia “Era uma vez... Teatro” é um projeto inclusivo que pretende sensibilizar a sociedade para as capacidades artísticas das pessoas com deficiência.
Foi em 1997 que este grupo começou a apresentar produções com o objetivo geral do desenvolvimento de atividades no âmbito da sensibilização, formação, pesquisa, experimentação, promoção e produção de eventos artísticos.
Em 2009 a companhia foi galardoada com o Prémio Talma, atribuído a Mulheres, Homens, Organismos e Instituições que, ao longo das suas vidas, prestigiaram o Teatro de Amadores das associações e engrandeceram o movimento associativo. Já em 2015 ganhou o Prémio Internacional de Inclusão Social na Arte atribuído pela Fundación Anade (de Espanha).

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