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A Língua Portuguesa em gestos

O Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa assinalou-se ontem, domingo, pelo que o desafio da Plural&Singular para este início de semana é que (re)leia, (re)descubra e (re)visite o "Retrato" feito na nossa 2.ª edição da revista digital trimestral (março/abril/maio de 2013)

Autora do primeiro Dicionário de Língua Gestual Portuguesa, Ana Bela Baltazar é, também, intérprete oficial da RTP e da Associação de Surdos do Porto, multiplicando-se em atividades e iniciativas para poder levar a “palavra” à Comunidade Surda, pela qual se sente “apaixonada”.

Autora do primeiro Dicionário de Língua Gestual Portuguesa, Ana Bela Baltazar é, também, intérprete oficial da RTP e da Associação de Surdos do Porto, multiplicando-se em atividades e iniciativas para poder levar a “palavra” à Comunidade Surda, pela qual se sente “apaixonada”.


O seu interesse pela Língua Gestual Portuguesa (LGP) surgiu de uma forma “espontânea” e “inesperada”, uma vez que Ana Bela Baltazar não tinha – até ao dia em que, a convite de uma amiga, visitou a então Delegação do Porto da Associação Portuguesa de Surdos (ASP), hoje Associação de Surdos do Porto – ainda contactado com pessoas surdas e/ou com a LGP.

E foi “amor à primeira vista”… “Amor” pela língua e “amor” pela Comunidade Surda. Desde esse dia, Ana Bela Baltazar não conseguiu mais desligar-se de ambos (da LGP e das pessoas surdas). “Fui aceite de braços abertos pelas pessoas surdas que integravam aquela associação”, conta.

E assim, sem saber ao certo se por fruto da sua juventude e inexperiência característica da idade, ou se pela “paixão mútua” entre Ana Bela Baltazar e a Comunidade Surda, a autora do primeiro dicionário de LGP decidiu abdicar do Curso de Turismo que tinha em mente e enveredou pela aprendizagem da LGP.

“Essa aprendizagem numa fase inicial foi essencialmente de contacto direto e informal, só mais tarde passando a ter um carater formal através da frequência de um Curso de Intérprete de LGP. Daí a fazer parte dos quadros da Associação como intérprete foi um breve passo”, continua a contar.
Formada em psicologia clínica, Ana Bela Baltazar é, também, professora. As suas experiências de trabalho e académicas contribuíram, de alguma forma, para se sentir sensibilizada para a área da deficiência, ainda que a intérprete de LGP considere que “a sensibilização” para determinadas questões parta, essencialmente, de “vivências próprias” junto da “realidade em causa”.

Ana Bela Baltazar é, também, presidente do Centro de Tradutores e Intérpretes de Língua Gestual (CTILG), um organismo que surgiu, conforme descreve a autora do Dicionário de LGP, ainda numa fase em que esta classe profissional, a Norte do País, estava a dar os primeiros passos em termos organizativos. Ler mais a partir da página 81

FOTO: Carlos Ramos

Ana Bela Baltazar em discurso direto

Plural&Singular (P&S): Porque decidiu avançar com o lançamento do primeiro Dicionário de LGP? Sente que existia uma lacuna nesta área em Portugal?

Ana Bela Baltazar (ABB): O Dicionário de LGP surge de uma vontade minha pessoal e da necessidade que eu própria vivenciava no dia-a-dia, quer por parte dos ouvintes que denotavam interesse em aprender ou aprofundar conhecimentos em LGP, quer por parte da própria Comunidade Surda. Este projeto teve por base dois grandes “alvos”. A sociedade ouvinte no geral que se interessa por esta área, e, por outro lado os indivíduos surdos, que tendo muitas dificuldades em interpretar o português escrito encontram grandes limitações quando necessitam de consultar o vulgar dicionário de português-português. Esta obra permite-lhes percecionar o significado de determinado vocábulo na sua própria língua (através da observação da sequencia de imagens explicativas do gesto correspondente). É uma aposta ganha em dois sentidos: a divulgação da LGP e o incremento do português entre a Comunidade Surda. Ler mais a partir da página 84

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